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Fábulas

Fábulas

Segunda feira, dia de protesto!

Chegada à escola, a conversa é recorrente: avaliações, avaliações, avaliações...
Já muito se falou (e escreveu e discutiu) sobre este assunto, mas ainda não se disse tudo.
Por exemplo, diz-se para aí que os professores não são avaliados.
É mentira!

A ignorância de todos os especialistas em educação neste país, (cerca de dez milhões) é muita.
Porque, de há muitos anos para cá que os professores são avaliados!

Eu explico:
A carreira de professor evolui por escalões.
Só se muda para o escalão seguinte, se na avaliação se obtiver a menção "satisfaz".
Para obter "satisfaz" os professores têm de fazer um relatório crítico do seu trabalho, durante os anos em que estiveram num determinado escalão.
Desse relatório constam, entre outros assuntos, uma caracterização do meio onde se situa a a escola, da própria escola e dos alunos.

Também constam todas as actividades relevantes feitas nesse espaço de tempo, como por exemplo, métodos e estratégias utilizados, actividades com alunos dentro e fora da sala, actividades que envolvam a comunidade, etc.
Fazem ainda parte do relatório as faltas dadas e as suas justificações, assim como o resultado final obtido com a turma (ou turmas) em cada ano e também os cargos desempenhados.

Este relatório é entregue ao presidente do conselho executivo que o deve ler e apreciar.
Acontece que, apesar de estar consagrado no antigo estatuto do professor a menção de "bom" e "muito bom" isso nunca foi regulamentado, e todos os professores eram classificados com "satisfaz".

Mas, não basta o relatório para mudar de escalão!!
Também é preciso ter créditos, à razão de um por ano (cada crédito equivale a 25 horas de formação)!

Esta formação é séria e rigorosa.
As sessões são sempre em horário extra lectivo (à noite e/ou aos sábados).
Só a presença nas sessões já representa bastante trabalho, mas isso também não chega: é preciso apresentar um trabalho final (relatório ou portefolio) para finalmente ter direito aos créditos.

E também podia haver assistência a aulas, mas dentro de um determinado contexto.
Só para exemplificar, as últimas duas formações que tive foram, uma do quadro interactivo (50 horas) e outra de matemática (3 horas quinzenais, durante todo o ano lectivo).

Tanto numa como noutra, tive aulas assistidas pelo respectivo formador, que vinha observar como estavam os novos conhecimentos a ser postos em prática.

Depois ainda há a "avaliação" dos pais e da comunidade.
Às vezes um bocadinho subjectiva, mas normalmente certeira!
Toda a gente sabe onde estão bons e os menos bons professores!
(falo aqui principalmente do 1.º ciclo, onde contactamos com muitos dos encarregados de educação diariamente e que têm à vontade até para entrar na sala de aulas - e entram!)

E com isto tudo não me venham dizer que os professores não são avaliados!!

Deviam mas é parar com estas invenções ridículas e deixar os professores fazer aquilo que gostam e para que se formaram: ENSINAR!

(já agora, sabiam que esta palavra, "ensinar" não aparece vez nenhuma nos currículos?)

actual atual, finalmente!

Ontem comprei este livro:



Custou-me 4,41 € na FNAC.
Não foi tão caro que me leve à falência, mas acho que devia ter sido distribuído gratuitamente em todas as escolas!
Afinal e apesar de tudo, ainda é por lá que se aprende a ler e a escrever!
Acontece que os professores estão habituados a pagar do seu bolso todos os materiais de que necessitam, desde o computador até aos simples lápis e afiadeira!
É um acto ato tão natural que nem nos damos conta que somos uns grandes financiadores do Ministério da Educação!

Galo desacertado!


Algures na minha vizinhança há um galo cantor.
Até aqui nada de especial, afinal eu moro na aldeia e os galos costumam cantar...

O que há de estranho com o "meu" galo cantor é que o fulaninho canta... mas por volta da 1 da manhã!

Todas as noites, sensivelmente à mesma hora, desata o bicharoco a cantar!
Será o bichinho destrambelhado do fuso horário?
Ou será, como eu, apenas noctívago que acha à noite é que se trabalha e as manhãs são para dormir?

Bolo de fécula de batata

Este bolo é muito bom e foge um bocado do trivial dos bolos feitos com farinha.
Além disso, é muito fácil de fazer!



bolo de fécula de batata


Ingredientes:
4 ovos
2 chávenas de açúcar 100 g de manteiga
1 pacote de fécula de batata (250g)
1 colher de chá de fermento

Preparação
Bate-se a manteiga e juntam-se as gemas e o açúcar.
Depois juntam-se as claras em castelo e por fim, a fécula misturada com o fermento.
Vai ao forno em forma de buraco untada com manteiga.
Coze em forno brando.

(no meu forno cozi a 150º durante 45 minutos.)

Mais uma da CMA, que vai de mal a pior!

Na próxima segunda-feira recomeçam as aulas e eu já estou a antever problemas.

Desta vez o pessoal da Câmara Municipal de Aveiro teve uma ideia peregrina e idiota: as senhas das refeições, que eram pagas na escola ao dia ou à semana, conforme as posses e as necessides de cada um, passarão a ter de ser levantadas e pagas nos serviços de educação da Câmara, no Centro Cultural e de Congressos.

Um local que fica mesmo à mão dos pais dos meus alunos, que vivem nas Quintãs!! (já para não falar dos que vivem na Costa do Valado, na Póvoa do Valado, em Oliveirinha, Verba, Nariz e Mamodeiro!!!)

Este serviço de almoços, que eu saiba, inseria-se no programa - tão acarinhado pela ministra - de apoio às famílias.
Se fazer os pais deslocarem-se a Aveiro (com autocarros caríssimos e raros) com um horário de atendimento das 8:30 às 16:00, é apoio às famílias, eu vou ali e já venho!!

Claro que os que não pagam só lá terão de ir uma vez e levantar todas as senhas, mas acontece que a maior parte das pessoas que pagam é que precisavam de ser apoiadas pois vivem com dificuldades económicas (e não têm direito a subsídio porque trabalham!!)!
São esses que mandam os filhos todos os dias à escola, ao contrário da maioria dos subsidiados que só aparecem quando lhes apetece!

Eu vou procurar saber o que farei na terça-feira, dia 1 e primeiro dia de utilização das senhas, aos alunos que não tiverem senha para almoço.
Ficam na escola sem comer?
Mando-os comer a casa?
À responsabilidade de quem?
E quando não está ninguém em casa?

Por enquanto, só há perguntas sem resposta!

Pudim flan no microondas

pudim flan
Ingredientes

6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar
meio litro de leite
açúcar em ponto de caramelo qb

Preparação

Usar uma forma de plástico das que podem ir ao microondas.
Deitar no fundo açúcar em caramelo (podemos usar uma embalagem das que se compram no supermercado)
Numa tigela, partir 6 ovos, bater, juntar o açúcar e depois o leite.
Deitar isto tudo na forma que já deve ter o caramelo no fundo.
Levar ao microondas.

(Depende um pouco da potência, o melhor é marcar 5 minutos e ver como está. Depois ir marcando mais um minuto de cada vez. Quando se vir os primeiros buracos no pudim devemos parar para não ficar demais.O meu ficou pronto em 8 minutos e é uma delícia).

Receita da
Emiele.

Indecisões meteorológicas

Afinal chove ou não chove?
O tempo está a fazer caras feias desde manhã, sempre a prometer chuva para já a seguir, mas nunca mais se decide!

E eu aqui sem saber se hei-de ir regar as minhas duas tulipas, mais as duas gerberas e ainda a minha sementeira de melões!
(sim, que para gáudio do meu pessoal, eu enterrei umas pevides de melão no quintal! eles dizem que não vai nascer nada e eu já hes prometi que, como vingança, nem uma talhada dos meus melões lhes dou a provar!!)

Castigo exemplar

No noticiário de hoje, ainda sobre o assunto da rapariga-histérica-do-telemóvel, mostraram a frente da escola em causa, junto ao portão.
Uma imagem feia: as paredes todas sujas e "grafitadas".

Lembrei-me então de sugerir que, em vez de mandarem a menina para casa, suspensa, podiam dar-lhe um esfregão, um detergente e pô-la a limpar os muros da sua escola!

Nem ia ter tempo para pensar no telemóvel, quanto mais brincar com ele!
E também servia de aviso a futuros delinquentes!

Sobre o mesmo assunto, retirado da Crónica da Rosarinho:

«Grande burburinho causou também aquele vídeo com uma murcona histérica a chorar baba e ranho pela merda do telemóvel que a profe lhe queria tirar.
Cá por mim, e logo à cabeça, faço votos para que, se um dia a pílula me falhar, nunca me saia na rifa um estafermo daqueles, porque pior que parir deve ser parir uma coisa daquelas e ainda ter que levar com ela toda a vida.

À parte isso, apenas mais dois pequenos reparos: Os partidos da oposição, como era de esperar, começaram logo a aproveitar-se da cena para acusar o governo disto e daquilo, como se o dador de esperma tivesse sido o Sócrates, o que não me parece, mas isso já não espanta nada.
O que me espanta é que vão sempre pedir a opinião ao Paulo Portas e não me pedem a mim, já que eu estou convencida que, apesar de tudo, tenho mais “sócios” do que ele.

Outra coisa que me espanta é que, com a cultura da inutilidade total que vivemos hoje em dia, a pita maluca ainda não tenha sido convidada para gravar um disco, apresentar um programa na sic radical ou dar opiniões no telejornal.
Não deve faltar muito.»

in "Crónica da Rosarinho"

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