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Fábulas

Fábulas

E viva a amizade!


O André e o Luís são os melhores amigos.
Juntos desde o 1.º ano e quase os únicos rapazes numa turma de raparigas, só estão bem um com o outro.
A minha tarefa é, muitas vezes, separá-los para evitar mais conversas.

Mas qualquer pretexto lhes serve para se voltarem a juntar, quando acabaram as tarefas impostas e a aula se torna mais livre, ou mesmo assim sem mais nem menos, desde que me apanhem distraída!

Na sala temos uma espécie de "quadro de honra" da leitura.
Sempre que há leitura de textos, eles fazem uma auto-avaliação.
Há uma folha no placard onde eles vão fazer a bolinha correspondente: se leram bem levam "verde", se leram razoavelmente levam "amarelo" e quando lêem mal, "vermelho".
No fim de cada mês, faz-se a contagem e o melhor (o que tiver mais verdes) ganha um prémio.
(simbólico, podem ser aqueles bonecos que vêm nos cereais ou apenas um lápis ou caneta). Mas é um prémio e eles valorizam-no bastante.

Hoje, antes da leitura, chega o Luìs ao pé de mim e diz "hoje quero ter amarelo"
"o quê rapaz, tu queres ter amarelo?"
(é que ele, nas raríssimas vezes que leva amarelo - porque lê muito bem, mas às vezes lá falha - até chora!!).
Daí o meu espanto!
"mas porquê?"
"porque não quero ganhar ao André, quero empatar com ele"

Uma amizade assim é linda e comovente, só espero que ela continue pela vida fora!
(e na segunda-feira, quando eles, à socapa, se forem sentar um ao pé do outro, vou fingir que não reparei!)

Viva a coerência deste governo!

Hoje é notícia que o CNE (não são aqueles senhores das eleições, é o Conselho Nacional de Educação) propõe o fim dos "chumbos" até aos 12 anos.
Parece que se estão a basear no modelo finlandês, onde ninguém reprova e onde o desempenho escolar é o melhor do mundo.

(aqui gostava imenso de saber se o melhor desempenho escolar do mundo se alcança por ninguém chumbar, ou se ninguém chumba por o desempenho escolar ser o melhor do mundo - mais ou menos como a história de "quem apareceu primeiro, o ovo ou galinha")

Giro, giro é fazer este paralelismo:
para avaliar os alunos o governo vai buscar o modelo finlandês, para avaliar os professores vai copiar o modelo chileno!!

Coerentes, não??

Dão-se alvíssaras...

... a quem achar o nosso amigo Outono.
Cá pelos meus lados ele não deu a cara, nem passou perto.
Por aqui passei directamente do Verão para o Inverno, da manga curta para os camisolões e a gabardine.
Que tristeza!

E eu que adoro (adorava?) o Outono!!
se calhar foi por isso que também desapareceram as minhas árvores de Outono...)


Desenho da Joana Cristina, uma "golfinha".

Folhados de maçã

Uma receita simples, fácil de fazer e bem deliciosa!
Não posso dizer de onde copiei a receita porque li várias e depois fiz assim uma espécie de mistura com o que me agradou mais de cada uma!

Ingredientes:

massa folhada
maçãs
açúcar
canela

Preparação:

Estende-se a massa. Corta-se em pedaços (eu fiz quadrados, mas também se pode fazer em redondo e embrulhar tipo rissol).
Dentro de cada quadrado de massa dispõem-se as maçãs partidas em gomos fininhos. Por cima da maçã põe-se uma colher de chá de açúcar (usei mascavado, mas deve ficar bem com qualquer um) e polvilha-se ainda com canela.

Dobra-se a massa ou "embrulha-se", conforme a habilidade de cada um.
A maçã tem de ficar lá fechadinha dentro e pronto!

Forrei o tabuleiro do forno com papel de alumínio e nem foi preciso untar.
Vai ao forno de 15 a 20 minutos.
E já está!

Notas:

Fiz a receita com metade da embalagem de massa folhada e deu para 5 folhados.
Depois de prontos vi que ficariam ainda melhores se tivessem levado bem mais maçã. Talvez se partirem as maçãs em bocados pequenos caiba mais quantidade do que sendo a maçã partida aos gomos.

Folhados de maçã

(clicar para salivar)

Esperar para ver

(clicar para ver melhor)
Hoje não se trata da minha fotografia de domingo, mas bem podia ser.
Esta é uma das minhas ruas.

Não é nela que eu moro, mas fica perto de minha casa e todos os dias aqui passo, várias vezes ao dia.
Adoro a imagem desta rua.
As árvores são lindas nesta altura do ano, coloridas de amarelo e castanho.
No Verão, naqueles dias em que o sol incomoda mesmo, é uma maravilha de frescura passar este bocadinho.

Mas, infelizmente, os verbos que escrevi antes não podem estar no presente, mas sim no pretérito.
Acontece que, na semana passada, cortaram todas as árvores desta rua! (as do lado esquerdo na foto, todas!)

Não sei os motivos, espero que tenham sido tão importantes que justifiquem este atentado à natureza.

A senhora ministra não entende

Não entende que os professores estão contra este modelo de avaliação porque ela é impossível de realizar nos moldes que nos querem impôr.
A burocracia é imensa, um autêntico monstro. Quem se dedicar a ela como deve ser, ficará sem tempo para mais nada!
(e não vou agora falar aqui das tremendas injustiças que estão na sua génese)

A senhora ministra continua a manifestar-se contra os professores.
É tão boazinha que diz que nesta avaliação nenhum professor vai ser penalizado se tiver uma má nota.
Tão querida!
Quantos professores, em todo o país, estão contra a avaliação por recearem uma má nota??

Numa altura em que os professores estão mais desautorizados do que nunca, a senhora insiste em vir dizer para a televisão que os professores são um grupo privilegiado.

Os professores são uns sacanas e uns mal agradecidos, é o que é!!
Cambada de malfeitores!

(Fui ao Anterozoide para roubar um cartoon e descobri que ele vai editar um livro com os seus fantásticos desenhos.
Vão até lá para se inscreverem!!)

Aquela de quem não se pode dizer o nome

Nos livros do Harry Potter há um nome proibido que se designa por "aquele de quem se não pode dizer o nome".

Na escola, em todos os documentos que se fazem, também existe "a palavra de que não se pode dizer o nome"!

É! Nos tempos que correm, em que se dão certificados a toda a gente desde que saiba assinar o nome (e não tenho a certeza se este requisito é necessário!), há uma palavra que não se pode dizer nem escrever: "aprender".
Ou melhor, são duas.
A outra é "ensinar"!

Já lá vêm os Magalhães?

Não sei quantas vezes já disse aqui que não alinho, de maneira nenhuma, nesta história do Magalhães.

Para mim é apenas campanha eleitoral da mais demagógica que já vi em toda a minha vida!
Não alinho com o princípio em si (acho indecente andarem a dar computadores de graça a muita gente que não os merece e que já recebe do erário público muito mais do que devia!)
Não me passa pela cabeça como vou organizar a minha sala de aula quando lá chegar o malfadado Magalhães: trabalham os que têm computador?

E os que não têm? Fazem o quê?
Mexem nos computadores dos colegas para depois quando aquela tralha avariar virem os pais chatearem-me a mioleira?
É que não dou 1 mês ou 2 para não haver Magalhães a funcionar!! Uns terão sido vendidos, outros destruídos, outros avariarão infestados de vírus! E estão a ver um fulano que recebeu um computador de borla a pagar para lho arranjarem??)

Também há o problema de logística:
Para evitar que os alunos andem carregados de livros, guardo-os no armário da sala, o que nem é nada prático. Mas vale a pena o esforço porque detesto que eles andem tão carregados, faz-lhes um mal terrível à coluna.

E vão andar a carregar computadores às costas??

Depois, quem conheça as crianças, sabe que elas têm "o mau hábito" de brincar sempre que têm um bocadinho livre! E para isso nem hesitam em atirar as mochilas para o chão, imaginem!!



Onde ficam os queridos Magalhães no meio deste caos??

Ah, e não me mandem a mim "tomar conta" dos computadores!!
Já me bastará ser intermediária na sua venda!!
E sem comissão!

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