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Fábulas

Fábulas

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Nem me apetecia falar do assunto, mas como dei a notícia do desaparecimento do meu gatinho, vou ter de contar o resto: depois de 6 dias à procura dele pelas redondezas e de ter deixado apelos em vários locais, recebi um telefonema de uma senhora que me disse que o encontrou morto à frente da casa dela (e pelo que percebi é bem pertinho da minha).
Ela contou-me que ainda bateu à porta de 2 vizinhas para saber se o gatinho era delas e, não achando o dono, acabou por o colocar no contentor do lixo.
Por isso eu nunca mais dei com ele... :(

Fiquei imensamente triste, porque este gatinho era mesmo especial: há muitos anos que eu não tinha um gato que tivesse vindo cá para casa muito pequenino e que tivesse sido "educado" por mim. Era extremamente meigo, sem deixar de ter as características de felino, de me morder as mãos todas, de me fazer esperas atrás das portas para se atirar às minhas pernas... Parecia um cachorrinho, sempre atrás de mim por todo o lado.
Ia até lá fora dar as suas voltas, mas regressava sempre rapidamente, raramente se ausentando mais de 1 ou 2 horas.

Publiquei a notícia do desaparecimento dele num site de animais perdidos (encontra-me.org) e aí recebi algumas críticas de comentadores por deixar o gato andar à solta e ter assim provocado o seu desaparecimento.
Eu sei que se tivesse o gato fechado em casa ele não desapareceria (embora estejam lá anúncios de gatos fechados que um dia desaparecem...) e muito menos teria morrido atropelado.
Mas...

Para mim o gato é o símbolo da liberdade.
Enquanto vivi num apartamento nunca quis ter gatos, precisamente para não condenar o bichinho à clausura e ia agora fechar um gato em casa, quando tenho tanto espaço?
Apesar dos muitos riscos que eu sei que ele corre por andar em liberdade, eu não sou capaz de o manter aprisionado, é contra os meus princípios.

Sei que o meu gatinho teve uma vida curta mas muito, muito feliz, e esse é o consolo que me resta.

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