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Fábulas

Fábulas

Nobel

Estava eu muito compenetrada na tarefa de lavar umas folhas de couve para a janta, quando ouço na televisão o José Rodrigues dos Santos dizer "O Nobel foi almoçar com o Primeiro Ministro e fez as pazes com o PSD".
E eu fiquei a pensar "caramba, pensava que esse senhor já tinha morrido há muito tempo, como pode ser??"
Logo que pude fui ver à enciclopédia e lá estava a confirmação: o senhor Nobel, coitado, morreu em 1896! Se a matemática não me atraiçoa já passaram 108 anos...
Que mistério!!
Depois pensei mais ainda (porque eu gosto daquele jornalista e acho que ele não se enganaria...) e concluí que não era gralha, ele tinha razão!

Para almoçar com o PM e ainda por cima FAZER as PAZES com o PSD é preciso estar morto! E ter morrido há muito tempo para que além de morto também esteja esquecido!!

Ao Jorge

Soube, no domingo de Páscoa, que tinha morrido um amigo meu de infância e adolescência. Daqueles amigos verdadeiros a quem, com as voltas que a vida (nos) dá acabamos por perder o contacto.
Estudámos juntos no antigo Ciclo Preparatório e ele acompanhava-me a casa. Depois seguia o seu caminho, de bicicleta, até casa dele, numa aldeia uns 4 Km mais à frente.
A vida não era fácil naquele tempo: as escolas eram longe e o transporte era a bicicleta! Mesmo assim foi sempre um bom aluno e licenciou-se em farmácia.
Aos domingos rumava com a minha mãe e irmã, à aldeia onde ele morava pois tínhamos lá muitos amigos.
Juntávamos então um grupo enorme e passávamos a tarde a jogar ao ringue ou a andar de bicicleta pelas aldeias vizinhas.
Nunca nos dava a fome porque todos conheciam todos e havia sempre alguém que nos franqueava o quintal com fruta à disposição...
Esse tempo de juventude despreocupada, livre, divertida e sem medos (como me parece que hoje já não existe), passou todo à minha frente como um filme enquanto a minha mãe me dava a notícia.
O Jorge tinha pouco mais de 40 anos e morreu de cancro.
Às vezes tenho mesmo de acreditar que o céu existe e que ele já arranjou por lá um grupo para jogar ao ringue e andar de bicicleta...

Famosa!! (quase...)

Parece-me que estou a ficar famosa!! Tenho o meu blog "recomendado" no "BI" (bem informado). Como ainda nenhuma alma me ensinou a fazer links directamente aqui (este recadinho é mesmo para ti...) deixo o endereço para os interessados consultarem: http://www.beminformado.com/blogdia.htm
Não pensem que há um grande mérito nisto, acho que basta inscrevermo-nos, eheheheh...
Mas é giro ver o nome e o link para o nosso blog noutras paragens!

Mãos

Era bom termos assim o mundo nas mãos... Podia ser que finalmente houvesse PAZ. E que toda a gente tivesse direito a viver a sua vida como quer e não como querem os senhores do mundo que promovem as guerras conforme lhes dá jeito...

E podia ser que deixasse de haver gente a morrer à fome...

E... e... e...

Perseguida pelo cherne...

Aqui há tempos houve uma discussão neste blog por causa dum certo cherne... Ora eu, que não gosto de cherne, ando a ser perseguida por esse peixinho...
Eu vou contar o que me aconteceu e ficam logo a perceber:
Na terça-feira ia jantar sozinha com o marido e nesses dias vingamo-nos a comer peixe.
Passámos pelo hiper e eu tive a ideia luminosa de comprar tamboril para fazer um arroz para nós. Andávamos lá com as cabeças metidas na arca do peixe (aquilo para mim é mais confuso que uma equação...) quando apareceu a menina das promoções a dizer-nos para trazermos cherne que estava em promoção e era muito bom, blá, blá, blá...
O meu marido disse logo à rapariga que nem pensar, estava farto de cherne e nem podia ouvir falar em tal coisa... (sorte nossa a rapariga solidarizou-se connosco porque disse "mas ainda vamos ter de o gramar mais uns tempos...").
E lá continuámos nós a procurar tamboril em cubinhos. Árdua tarefa, mas lá conseguimos.
Chegada a casa, toca a procurar a receita de arroz de tamboril... Não encontrei nenhuma em nenhum livro, acabei por achar aqui na net e ... mãos à obra.
Lá fiz eu o arroz seguindo todos os preceitos.
Enquanto o arroz se fazia, fui arrumando a tralha da cozinha.
Quando ia pôr ao lixo a embalagem do tamboril... ia-me dando uma coisinha má!!
E o que é que estava escrito na embalagem?? Pedaços de CHERNE!!!
Estava tudo pronto, a fome era negra, tivemos de comer, pois claro!!
E eu agora devia entrar para a história da culinária como a pessoa que inventou uma nova receita : "ARROZ DE CHERNE DE TAMBORIL" (ou será arroz de tamboril de cherne??).
Deus castiga, ehehehehe!! (lá diz o analfabeto...)

Pulido Valente vs Saramago

No DN deste domingo, Vasco Pulido Valente assinava a sua crónica "batendo" em José Saramago (parece que está na moda...).
Eu até já li críticas bem apanhadas, mas a deste senhor, valha-me Deus!!
Diz ele que "Saramago é um escritor pouco interessante e nada original" entre outros mimos...
O senhor Vasco tem direito à opinião dele, como todos têm, embora a nossa não esteja à venda nos jornais. Mas o que me chateia nele (além daquela cara de "não me aborreçam que eu sou intelectual") é que mais adiante diz: "confesso que de Saramago só li « O evangelho segundo Jesus Cristo»!!!!!
E eu, na minha santa ignorância e nem sendo assim intelectual, pergunto: como é que uma pessoa pode ter opinião acerca de um escritor que já publicou quase TRINTA obras baseado apenas na leitura dum livro e que ainda por cima ele diz que leu por causa de um artigo que tinha de escrever??
E todos sabemos que um livro para ser bem saboreado tem de ser lido por prazer e não por obrigação!
Se calhar é por haver pessoas a escrever crónicas assim que os jornais se leem tão pouco!!

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