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Fábulas

Fábulas

Feliz Ano Novo!

Recebi hoje este mail, da minha prima Gracita.
Como ela escreve melhor que eu, faço minhas as palavras dela...

«Olá Guigui!
Acabei de desligar a televisão. A tragédia que se abateu sobre tantos milhares de pessoas, mesmo sendo do outro lado do mundo, deixa-me um nó na garganta. Há pouco recebi uma mensagem SMS que falava numa caixinha cheia de paz, de alegria, de carinho... Como eu gostava de ter uma caixinha assim mágica... e de poder enviá-la a todos os que sofrem das mais variadas maneiras, no final de um ano que se revelou tão complicado!
Sei que partilhas os meus sentimentos e apreensões, por isso resolvi escrever-te duas palavras (depois de enxotar o meu garoto mais pequeno que adora lugar cativo no computador!).
Apesar de tudo, sei que temos que manter viva a esperança... de que o próximo ano há-de ser melhor, de que haverá mais paz, de que os gestos de solidariedade que se multiplicam neste momento vão verdadeiramente valorizar aquilo que nos une, e não o que nos separa! Só assim poderemos acreditar no Futuro, nas promessas e na força trazidas por cada menino que em 2005 irá nascer! (...)
Que a esperança sempre renovada de um futuro melhor consiga brilhar, apesar de tudo, e nos ilumine neste mudar da folha do calendário... e que 2005 seja, para nós e para todo o mundo, um ano bem melhor, cheio de Paz e Amor desde o primeiro momento.
Um grande beijinho de saudação para o Ano Novo.
Muitos momentos felizes!
Gracita»

Dois dias perfeitos!

Ontem e hoje foram, para mim, dois dias perfeitos:
Ontem, porque o tempo estava cinzento e feio, caía aquela chuva miudinha mas persistente (aquela que nos convence de que o sol nunca mais voltará) e eu passei todo o dia na mais completa pasmaceira e sem sequer pôr o nariz da porta para fora: fiquei à janela a ver chover, sentei-me à lareira e dei uma overdose de festas ao meu gato, desfolhei revistas, comi gulodices, vi televisão... A meio da tarde ainda pensei em fazer alguma coisa de útil, mas esperei um bocadinho e aquele mau sintoma passou-me!

Hoje e porque o nosso stock de vinho estava quase no fim, fomos às compras!
Só que, tal como na história das pantufas, o vinho também tem de ser comprado onde se produz. E lá fomos à Adega Cooperativa de Vila Nova de Tázem comprar vinho do Dão verdadeiro.
Fizemos um pequeno desvio no caminho e fomos almoçar a Gouveia.
Eu adoro aquela terra onde em vez de ruas descemos e subimos escadas.
Se estiverem a pensar lá ir, vão almoçar ao Monteneve. A comida é boa e barata. Quem preferir pernoitar por lá e conhecer melhor aquela região pode alugar um quarto pois além do restaurante também tem residencial.



De caminho ainda fomos ver se a Serra da Estrela tinha neve.
Estava linda a serra, mas só tinha uns salpicos de neve aqui e ali.

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E pronto, aqui está a prova de como dois dias completamente diferentes podem ser igualmente bons... Basta saber aproveitar o melhor de cada um! (esta teoria também se deve aplicar às pessoas!)

Fim de festa

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E pronto!
Terminou mais uma festa de Natal.
O Pai Natal vai de férias por um ano (rica vida!!), assim como as renas...
Esperemos que no coração de todos fique alguma réstea da boa vontade que é apregoada nestes dias!
Mas, apesar de ter acabado a festa, não acabaram os vestígios: o frigorífico e a mesa da sala cheios de doçaria variada, a árvore que continua a piscar, os laços e papéis de embrulho que vão aparecendo nos sítios mais estranhos!
Ainda vão passar uns dias até tudo voltar à normalidade...
...
O pessoal cá de casa ofereceu-me roupa. Ainda bem que sou optimista, pois se eu fosse pessimista pensaria: "será que ando assim tão mal vestida?".

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Miguel Torga - História Antiga

Hoje deixo aqui o meu poema de Natal preferido, com votos de
Feliz Natal para todos!

História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.


Miguel Torga
Coimbra, 12/10/1937

O meu Natal

Mal começavam as férias do Natal lá rumava eu e a minha irmã para Vale de Cambra onde vive todo o resto da família.
Os dias antes do Natal eram poucos para tanta brincadeira, para apanhar o musgo, fazer o presépio (enorme, por cima da lareira da casa dos meus tios), ir à igreja assistir às cerimónias próprias da época e sei lá que mais!
A noite de consoada era uma festa: pai, mãe, avós, tios e primos juntos numa mesa farta de bacalhau com todos. Para a sobremesa rabanadas, mexidos, bilharacos, pão-de-ló, leite creme, bolo-rei...
No fim de jantar os mais novos declamavam poemas e cantavam, enquanto os mais velhos jogavam às cartas e conversavam à lareira.
Antes de nos deitarmos (desta vez excepcionalmente depois da meia-noite) havia o ritual de perfilar os sapatos todos à beira da lareira.
No dia seguinte de madrugada lá estávamos nós a ver o que nos tinha caído no sapato. Nada de especial se comparado com a fartura de hoje: meia dúzia de chocolates (guarda-chuvas, carrinhos de chocolate, uma tablete da Regina... Quem se lembra?). Costumava haver também uma boneca de plástico (não tinha cabelo, não falava, muito menos fazia xixi!) e algumas peças de roupa.
____________________

Se comparado com a quantidade de prendas que recebem a maioria das crianças de hoje, parece um Natal pobre...
Mas não! Aquela boneca pindérica a quem eu arrancava os braços e as pernas dois ou três dias depois, dava-me mais felicidade que as carradas de brinquedos que as crianças recebem agora, escolhidas e listadas dos milhentos folhetos que já vêm prontos dos hipermercados, faltando apenas pôr o X onde interessa!
Não quero dizer que as crianças de agora não sejam felizes, mas no meio de tantos brinquedos, acabam por não ligar a nenhum... E acabam também por não dar valor nenhum ao esforço que os pais fazem para lhes dar o que pedem, pois muitos escondem dos filhos esse esforço como se de uma vergonha se tratasse...
...
E, depois, há aqueles que nem dinheiro têm para uma refeição decente!
Mas desses não falo hoje senão o AFlores vem aqui ralhar comigo... :-(

(in)Justiça social

Na televisão contam a história de uma família de 7 pessoas que tem 20 euros para viver até ao final do mês (Natal incluído, claro). Nessa família há uma menina que faz hoje 12 anos e diz que embora saiba que não vai ganhar nada no Natal, só gostava de ter uma prenda... A mãe diz que gostava que o dinheiro chegasse para pôr comida na mesa...
Noticiário das 20 horas, SIC

«Vou passar o Natal na minha casa (...) sem grandes cerimónias. Vai ser uma cerimónia simples, vou decorar a casa com coisas simples e não vou deixar de ir a Paris comprar os ingredientes, que em Portugal não existem, para a minha ceia de Natal. Vou lá comprar sobretudo trufas, fígados frescos de ganso e os mais variados tipos de cogumelos.»
Entrevista a Herman José na "Dica da semana"
__________________

Há 30 anos houve uma revolução (a tal dos cravos).
Uma das coisas que se prometia (e em que eu ingenuamente acreditava por achar era assim que devia ser) é que, daí para a frente, haveria uma coisa chamada "justiça social".
Porque será então que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres??

Frase do dia

Continuo sem tempo (está quaaase a acabar este stress!!) e continuo a roubar coisas por aí!
Hoje a lesada foi a Panpanisca que publicou esta frase que achei mesmo apropriada:

« O que engorda não é o que se come entre o Natal e o Ano Novo, mas sim o que se come entre o Ano Novo e o Natal...»

Formidável, não acham?
Então, toca a comer que é tempo de iguarias!!

Eu (também) acredito!

Ainda soterrada de trabalho, nada ia escrever. Mas, na minha voltinha do costume, deparei com este texto da Inconformada.
E não resisto a publicá-lo por dois motivos:
primeiro porque está - como tudo o que ela escreve, aliás - muito bem escrito; segundo porque concordo com ela em número, género, grau e tudo o que quiserem acrescentar.
E há um terceiro: dei-lhe meia hora para ela não me autorizar o "roubo" e como ela não respondeu...

PS: A palavra "também" que está no título entre parêntesis, é da minha autoria!!

«Ao longo do ano celebramos várias datas.
Feriados religiosos, momentos históricos, os aniversários de quem queremos bem. Não encontro nenhuma data mais polémica que o Natal e francamente não entendo porquê. É certo que é uma época associada ao consumismo mas... e as outras ?
As montras das lojas enfeitam-se quase todos os meses do ano.
Porquê esta "raivinha" contra o Natal ?
Creio firmemente que "Natal é quando um homem quiser", assim como todos os dias são Dia da Mãe ou Dia da Liberdade, ou dia seja lá do que for. Todos os dias são dias de mim, embora eu só celebre o meu aniversário uma vez por ano, mas isso não me impede de o celebrar com alegria.
No Natal eu celebro o Amor, a minha crença maior, a única que eu creio ser capaz de vencer todas as adversidades.
O Amor não só pelos que vivem no meu coração, pelos que me rodeiam mas também pelos que não sabem o que é ser amado.
Sei que no preciso momento em que enfeito a minha árvore de Natal, há gente que nem sabe o que é um lar.
Sei que quando me enfarinho nos doces tradicionais há quem morra de fome.
Sei que enquanto encho a minha casa de canções de Natal há quem pouco mais escute que o som das armas, do choro e da dor.
Mas sei que há fome, doença, guerra e dor todos os dias do ano.
No Natal apenas celebro o meu acreditar...
Acredito na importância dos pequenos gestos de todos os dias.
Acredito no poder de um abraço, na força imensa de uma mão entendida, na riqueza de um beijo, no calor de uma palavra, nos valores que devemos acarinhar e transmitir às gerações vindouras, que as tornem mais solidárias, mais conscientes que o pouco que podem fazer significa muito para quem nada tem.
Acredito que, todos juntos, podemos mudar o mundo, e que podemos começar pelos que nos estão perto, não só a família e os amigos mas também os vizinhos, o Sr. José do café ou a D. Mafalda da mercearia.
Há quem, quando me ouve, argumente quase violentamente apresentando razões mais do que válidas para não acreditar; há quem sorria e encolha os ombros pacientemente.
Mas não há nada nem ninguém, que me roube esta crença.
Um crença que tem um símbolo.
O nome pouco importa, chamem-lhe o que quiserem.
Eu gosto de lhe chamar Pai Natal.»

Ferreirinha do Douro

Acabou há poucos minutos na RTP a série "A Ferreirinha".
Uma excelente série que nos deu a conhecer um importante pedaço da história do nosso país e da vida de duas mulheres fabulosas: D. Antónia Ferreira e Ana Plácido!
Porque será que em vez de "quintas-de-desocupados-célebres-no-prédio-onde-moram" e telenovelas completamente estúpidas e estupidificantes, não se investe mais em programas assim??
Porque não têm audiências é a desculpa que mais vezes se ouve...
Em relação a esta série, isso não é verdade. Pela "sondagem" que fiz muita gente andava a segui-la com agrado.

A quem interessará passar a mensagem de que "o povo" só gosta de coisas reles?

Orgulhosa!

Hoje não vinha escrever, pois estou cheia de trabalho (final de período, testes para corrigir, burocracias para preencher, blá, blá, blá...).
Mas, não resisti a dar uma espreitadela aos blogs de eleição,mesmo sem tempo para comentar.
Qual não é o meu espanto quando deparo com o meu bloguinho considerado o "BlogOuro" pelo
ZecaTelhado o dono do (esse sim, um blog espantoso!) TaDeChuva!
Obrigada! Fiquei mesmo vaidosa!

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