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Fábulas

Fábulas

Receita simples

Receita para um domingo bem passado:

  • Vestir-me com "roupa de andar por casa" (tenho uma colecção de camisolas que ficaram largueironas a que acrescento calças de supermercado). Um espectáculo!

  • Juntar a família mais chegada para o almoço. (O almoço tem de ser simples e prático porque detesto cozinhar. Normalmente faz-se um assado no forno que tem muitas vantagens: dá sempre para mais um se for caso disso. Mas a vantagem maior é ser o meu marido que faz...)
    À volta da mesa, come-se e tagarela-se (ou vice-versa)

  • Depois do almoço toda a gente ajuda a arrumar os tarecos de volta ao lugar, a meter a louça na máquina, essas coisas...

  • A seguir normalmente os mais novos saem, mas agora fica tudo a ver os "Perdidos" na RTP1. Eu fui a última a aderir, mas agora não perco um episódio.

  • Entretanto é hora de lanche que funciona em self service...

  • E finalmente, lá pelo fim da tarde, cada um segue o seu destino. Eu e o marido voltamos a ficar sozinhos, mas depois de ter a casa cheia sabe bem este sossego.

E se chover, como hoje chove, então é mesmo um domingo perfeito!! (agora vou ser linchada, pronto!!)

Frase do dia

  • «O riso é a mais curta distância entre duas pessoas»

Victor Borge

Presunção e água benta...

Um dia durante a 2ª Guerra Mundial um bêbedo berlinense puxa o autoclismo da sua casa de banho exactamente na altura em que cai uma bomba dos aliados nas redondezas de sua casa, ficando tudo destruído. E o homem diz "Meu Deus, o que eu fui fazer!!"

Hoje lembrei-me desta história quando ouvi no Jornal da Tarde aquele-indíviduo-inqualificável-que-dá pelo-nome-de-Alberto-João dizer que a medida do governo de querer limitar os mandatos dos autarcas era por causa dele, para o derrubar do poder e blá blá blá!!
Valha-me Deus!

Sobre esta medida do Governo só tenho a dizer que peca por tardia e que devia funcionar já nestas eleições.
Eu sei que este tema não é consensual, mas eu acho que os autarcas devem ter os seus mandatos limitados sim.
É a nível das autarquias que se têm feito as coisas mais extraordinárias deste país desde o 25 de Abril, mas também é nas autarquias que se assistem às maiores barbaridades e atropelos à lei.

Dada a sua influência na vida económica da região, a sua continuidade por tempo exagerado conduz à formação dentro da autarquia de um "núcleo duro" que aproveitando-se das funções estratégicas que exercem passam, com o decorrer dos mandatos a servir-se em vez de servir.
Aqui há uns tempos não havia dia em que não fosse noticiado um caso de corrupção que alegadamente envolvia autarcas.
Os "favores" aos construtores civis são os que mais saltam à vista: alguém conhece alguma cidade que não tenha crescido desordenadamente com prédios sobre prédios sem espaço para mais nada?
A nível das Juntas de Freguesia, o panorama embora a outro nível é idêntico. Deixam de ser autarcas e passam a considerar-se "donos".

Há excelentes e honestos autarcas?
Claro que há, afinal como diz o povo "a excepção confirma a regra"!

Frase do dia
«Deixe sempre para amanhã o que não deve fazer nunca.»
M.M.

Apanhada na rede...Outra vez, arre!

Já uma pessoa não pode entrar numas eleiçõezitas e pedir uns votos por aí que a cobrança não tarda: "votei em ti, agora vais ter de participar, blá blá blá..."
Está bem senhor AFlores eu participo...
É que vai haver uma segunda ronda de votações e não se pode perder assim um eleitor!

O que se passa é que anda por aí uma "corrente" blogosférica chamada Ex-Libris da Tugosfera... (quem terá inventado isto??) que nos desafia a responder a umas perguntinhas e depois...escolher mais três vítimas.
Cá vão elas:

1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Que eu saiba isso é um filme onde se queimam livros.
(E para informação de quem lê isto, 451 graus Fahreneit é a temperatura a que os livros ardem e corresponde a 233 graus Celsius - sou simpática ou não sou??).
Portanto eu como não queria morrer queimada se fosse livro, não escolho nenhum!

2. Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Por um? Mas eu lá sou rapariga de me deixar apanhar por um?
Foram cinco! Fiquei apanhada para sempre pelos famosos "Cinco"!

3. Qual foi o último livro que compraste?
No sábado passado o senhor do Círculo de Leitores veio cá a casa (viva o luxo!) trazer-me os "Contos" de Hans Christian Andersen.

4. Que livros estás a ler?
Só leio um livro de cada vez, embora tenha sempre um de poemas na mesa de cabeceira para ler em doses homeopáticas.
O de poemas é de Miguel Torga (Poesia Completa) e ando a ler "O Código Da Vinci" (quem não anda que atire a primeira pedra!)

5. Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Eu jamais iria para uma ilha deserta...
(- Saltapocinhas, eeeei, olha que se calhar isto é uma metáfora e eles querem é saber quais são os teus livros preferidos!
- Ops, deve ser!)
Não tenho cinco livros preferidos.
Fica então assim:
Todos do Jorge Amado
Quase todos do Lobo Antunes
Alguns do Saramago (fica sempre bem falar dele...)
Biografias e romances históricos
Literatura infantil...
Chega?

6. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
À Minha Sopeirinha, claro! Isto apesar dela andar a fazer gazeta e ter deixado a Bruxinha ao abandono... Além disso arranjou um template novo todo giraço para o blog dela e para a Bruxinha, népias! Mas é a bloguista que eu conheço que mais sabe sobre livros! Aquela gaja sabe tudo!

Ao Varela de Freitas porque sou cusca e quero saber o que anda ele a ler, para além de livros de pedagogos e do Expresso...

Ao Santos Passos porque sempre quis saber o que lê um brasileiro comunista..

--------------------
Se ficaram stressaditos e querem descomprimir, vão até este Labirinto Russo.
Quem conseguir descobrir a solução por favor mande-me uma cábula que eu não aguento mais!!
POR FAVOR!!!

Férias ou pausas?

O meu post anterior não tinha nada a ver com as férias da Páscoa. No entanto, como a maior parte dos "comentadores" levou o assunto para esse lado, vamos lá falar das férias dos professores...

Legalmente não se chama ao tempo sem aulas durante o ano lectivo "férias". Tem o pomposo nome de "interrupção das actividades lectivas".
Na prática são férias... Mas não são tantos dias como pode parecer à primeira vista. Antes disso há montes de burocracia para tratar, que normalmente ocupam uma semana.
Restam depois em média 4 ou 5 dias.

A profissão de professor é diferente de todas as outras profissões.
Não lidamos com papéis ou máquinas, mas com crianças, e não podemos a meio do dia, se estivermos cansados, largar tudo, ir tomar um café e voltar mais tarde para acabar o serviço.
Também não podemos pedir ao chefe para sair uma hora mais cedo ou chegar uma hora mais tarde para tratar de um assunto: ou adiamos o assunto ou faltamos.
No 1.º ciclo quando um professor falta isso tem implicações tremendas: grande parte das escolas tem uma ou duas salas de aula, não havendo como distribuir os alunos que ficam assim sem aulas.
Resumindo: o nosso trabalho não permite "pausas". Só mesmo as que as férias permitem.
E é preciso que se diga que esses pequenos períodos de férias são essenciais tanto para professores como para alunos: ninguém aguentaria tanta aula seguida!

Há tempos escrevi aqui a propósito dum senhor que estava num programa de TV a dizer que as escolas deviam ter meios para tomar conta dos alunos durante as pausas e as férias grandes! Eu teria gostado imenso de saber a opinião desse senhor acerca dele passar as suas férias no seu local de trabalho (e até aposto que ele deve trabalhar num aprazível gabinete cheio de mordomias e cházinhos...).

Os professores são também dos poucos profissionais que têm TPC.
Muitas vezes o tempo dispendido nestes trabalhos consegue ser idêntico ao passado na escola. Preparar testes, corrigi-los, trazer uma resma de livros para casa a fim de corrigir os trabalhos que os alunos lá fizeram, preparar as aulas do dia seguinte, tudo isso leva muitas horas. Só que essa parte não é visível aos de fora.

Somos também, que eu saiba os únicos empregados do estado que têm de comprar o material que utilizam no dia a dia (papel, lápis, canetas, pastas...). Com as novas tecnologias tenho de acrescentar à lista disquetes, cd's, tinta para a impressora cá de casa que quase só trabalha por conta da escola, etc., etc....
Às vezes além do nosso material ainda fornecemos do nosso bolso material aos alunos que não o têm. E quantas vezes também o lanche...

Isto não é nenhum "discurso do coitadinho".
É a constatação de uma realidade, com os seus prós e os seus contras.
Apesar de tudo, não trocava a minha profissão por nenhuma outra profissão do mundo!

"Herrar é umano"

A minha "homepage" é a EDUCARE porque é uma página interessante e informativa.
Todos os dias, quando abro o computador, fico num relance a saber o que de importante se vai passando no reino da educação.
Leio os títulos e vou lendo também os artigos que me interessam.
Há no entanto uma artigo de opinião que leio sempre (às vezes até imprimo e guardo), pois admiro o seu autor e a sua escrita.
Chama-se "Aprendiz de Utopias" e o autor é o professor José Pacheco. Mas, desta vez, não gostei do seu artigo. Chama-se "Herrar é umano" e podem ler aqui.

Resumindo: ele quis mostrar uma escola ao neto e resolveu fazê-lo no período de férias da Páscoa. Lógico que a escola estava fechada... Insurgiu-se depois com a segurança à porta da escola, com as salas vazias de alunos, com as carteiras alinhadas, com a campaínha a tocar mesmo em férias.
Francamente não sei o que estaria ele à espera de mostrar ao neto...
Mais uma vez repito que tenho muito respeito por este professor e pela sua sabedoria. O que não quer dizer que concorde com tudo o que escreve ou com tudo o que preconiza para as escolas.
Desta vez acho que levou a utopia longe demais...

***Frase do dia***
«Nesta vida tudo passa, até a uva...passa!»

Sabedoria índia

Um velho índio descreveu certa vez seus conflitos internos:

«Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando...»

Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, reflectiu e respondeu:

«Aquele que eu alimentar...»

E viveram felizes para sempre...

... é assim que terminam todas as histórias de príncipes e princesas...

Hoje o príncipe conseguiu finalmente perder o medo, enfrentar a mãe, e casar com a rapariga de quem realmente gosta.
No meio disto tudo "só" desperdiçaram 30 anos...

Ao contrário de muita boa gente eu acho que, apesar de tudo, eles merecem ser felizes. Se a relação deles dura há tanto tempo é porque ali há amor.
Apesar de feio e "velhote", aposto que o príncipe teria muitas meninas lindas e com corpinho de top model que não se importavam nada de casar com ele.
É que dinheiro e poder sempre foram um excelente afrodisíaco.
Mas ele escolheu a Camila, também nada bonita e mais velha ainda que ele. Se isto não é amor, é o quê?
Faço do título o meu voto: que sejam felizes para sempre, que isto de príncipes e princesas lindos deve ser só nas histórias de encantar!

*Frase do dia*
« Ninguém que saiba ler jamais conseguirá limpar um sótão em condições»
F.P.J.

"Furos" - Parte 2

E volto aos "furos" desta vez mais a sério.

Antes de mais devo dizer que acho inadmissível e uma falta de respeito para com alunos e pais que haja "furos" nos horários. Ainda há jovens (quase crianças) que saem de casa de madrugada e entram em casa de noite porque moram longe, têm transportes a horas impróprias e horários mal elaborados.

Quando me referia aos "furos" estava a pensar apenas naqueles que derivam da falta de um professor. E que devem ser uma excepção e acontecer muito de vez em quando...
Continuo a achar que esses podem ser úteis, sabem muito bem e constituem um direito que não deve ser retirado aos alunos: o de disporem de 50 minutos livres.

O problema só se põe quando há mais furos que aulas...
E isso, infelizmente, acontece com muita frequência.
Às vezes há manhãs ou tardes inteiras em que os alunos têm uma ou duas aulas!
Nesses casos as crianças andam por ali mais ou menos ao abandono e até chegam a sair da escola para frequentar os cafés estratégicamente colocados nas suas imediações (não conheço nenhuma escola C+S que não tenha nenhum café muito perto...).
Fala-se tanto em avaliar professores e não se avança muito pois é uma tarefa bem difícil porque os resultados do seu trabalho têm muitas variantes. No entanto há um aspecto fácilmente avaliável: a assiduidade.
Não se podia começar por aí?

Sobre "horários zero" e horários reduzidos não vou falar porque não estou dentro do assunto. Mas acho que é um problema a resolver, este sim mais urgente que o de "tapar furos"!

Não ao fim dos "furos"!

O primeiro ministro anunciou ontem durante a visita a uma escola que se iam acabar os "furos".
Ele não sabe no que se mete!
Os furos são uma instituição nacional que tem de ser preservada!
Ele, que até já foi ministro do Ambiente e tudo, devia saber que há coisas que são para preservar! Os "furos" estão sem dúvida incluídos nessa lista.
Mais do que as aulas e até do que alguns professores (que são mesmo para esquecer) o que eu recordo com mais saudade dos meus tempos de estudante são os "furos"!
O que se aprendia nesses intervalos de tempo não tem comparação com o que se (des)aprendia nas aulas!
Jogava-se ao ringue, jogava-se à bola, namorava-se, discutiam-se ninharias importantíssimas...
E também se estudava...
Quando se quer realmente estudar não é preciso ter sempre um prof ao lado! Pelo contrário: as descobertas que fazíamos uns com os outros são aquelas que nunca mais esqueceremos!

Juntem-se a mim neste protesto!!

How stupid are you?

A poucas horas de recomeçar as aulas, fiz este teste de inteligência...
Claro que fiquei super feliz por ter descoberto que sou uma rapariga esperta!
E olhem que o teste é bem difícil, gostava que o fizessem também e tivessem a coragem de publicar os vossos resultados.

How stupid are you?

Very smart.

You are almost like Einstein.

Click Here to Take This Quiz
Brought to you by YouThink.com quizzes and personality tests.

Nada como um bom teste "científico" para nos sentirmos na maior...
Como escreve hoje Isabel Stilwell na Notícias Magazine, "somos mesmo um bocado broncos, facilmente deslumbrados por tudo o que diga estudo, sondagem, investigação, e nos seja impingido como resultado do trabalho científico de professores e doutores, às vezes não se sabe bem do quê (...). E tão deslumbrados andamos, que nem damos pelo facto de que aquilo que tomamos como revolucionário, e que nos dispomos a seguir à letra, não é mais que uma versão reciclada daquilo que os nossos paizinhos - mãe e pai - nos dizem desde o berço"!

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