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Fábulas

Fábulas

Uma (triste) história de Natal

Não disse a ninguém que estava grávida.
Na madrugada de sábado preparava-se para ter o bebé completamente sozinha mas as coisas correram mal e teve de pedir socorro ao filho.
O filho tem 9 anos.
Este foi chamar a vizinha da frente que chamou os bombeiros.
Quando chegaram a "casa" deles o pessoal paramédico ficou estarrecido: no meio da imundice, onde não havia um único local limpo, roupas e louças sujas tudo à mistura, uma mulher a esvair-se em sangue, um bebé recém nascido, um aterrorizado garoto de 9 anos e ainda uma outra menina de 4 anos.
O cenário era de tal ordem que nem houve hesitações: levaram-nos a todos para o hospital...

Na segunda-feira lá na aldeia não se falava noutra coisa, dizia-se que as crianças iam ficar à guarda da Segurança Social, pelo menos até se tentar resolver a situação daquela casa e daquela família.

Na terça-feira, logo de manhã, aparece-me o R. na escola para "levar as avaliações que a mãe não podia vir" - e trazia um bilhete da mãe a confirmar.
Acabou por ficar por lá toda a manhã, sentado ao pé de mim como costuma fazer sempre que acaba os trabalhos.
Perguntei-lhe então onde estavam a mãe, a menina e a bebé.
"Estamos todos em casa, menos a bebé que ficou no hospital para dar."
"Em casa? E quem vai fazer o almoço para vocês, limpar a casa, tratar das coisas?"
"Eu"

Antes de ir embora escreveu num papel "Feliz Natal professora" e lá dentro embrulhou uma pedrinhas coloridas e um búzio...

Qualquer semelhança com a história daquele outro bebé que nasceu numa manjedoura há dois mil e tal anos, mais ou menos por esta altura, é mera coincidência: esse tinha o carinho duma mãe e dum pai...

Fazer as pazes com o Pai Natal...

O Natal aproxima-se rapidamente, e eu, depois de pensar arduamente acho que tenho de fazer as pazes com o Pai Natal para que no dia 24 à noite não seja completamente excluída da lista dos prendados...
Se chateei o Pai Natal com cartas, vou redimir-me também com cartas: um dos trabalhos dos meus alunos antes de irem de férias foi escrever uma carta ao Pai Natal.
Vou deixar-vos aqui excertos de algumas delas, sem referência a nomes que não vale a pena.
Só digo que o autor do desenho foi o Pedro e eu adorei este Pai Natal esquelético!



« Eu gostava que tu desses prendas a quem mais precisa (...). Eu acho que a mim se me deres ou não me deres não me faz falta mas a outras crianças faz falta. Podes fazer-me esse grande favor?»

« O que eu gostava mesmo é que a minha mãe se curasse e ficasse uma mulher como as outras.»

«Eu gosto muito de ti e tu inventas muitas coisas maravilhosas.»

« Eu gostava de ter um quarto e as minhas coisas lá no quarto.»

« Eu queria que o meu tio A. se curasse e o senhor S. também.
Eu queria que não houvesse guerras para não morrer ninguém e para os médicos descansarem um bocado.»

« Gostamos que venhas pela chaminé. Os teus duendes são mesmo bons trabalhadores.
Mas só podemos escolher uma prenda.»

« Bondoso Pai Natal queria que ajudasses os pobres dos gatos e dos cachorros abandonados. Vê que o mundo não tenha muita guerra e vê se não deixas poluir o céu.»

« Querido Pai Natal quero pedir-te comida para os pobres (...), uma mochila para os pobres e fruta para os pobres.»

«Eu quero um par de sapatos e um par de calças.»

« Eu queria agradecer as prendas do ano passado. Quero perguntar-te uma coisa: és do Benfica, não és?
Nós gostamos da escola, sabias Pai Natal?»

Mar Adentro

Sabia da história do Ramon, sabia que existia um filme mas como não sou muito fanática por cinemas só o vi agora que passou na televisão.
Impressionante a história e impressionante como os espanhóis conseguem fazer um belo e comovente filme que com certeza não ficou caro pelos grandes meios nem pelos efeitos especiais...
Uma história bem contada é assim mesmo: não precisa de grandes artifícios.

Só que sempre pensei que quando visse o filme ia finalmente tomar partido a favor ou contra a decisão daquele homem.
E não é que não consegui?

Já passou o Natal?

Ao fim de alguns dias sem escrever, consigo notar bem a diferença entre "publicar" e "escrever". Um blog onde apenas se "publica" perde o interesse, fica sem "cara", perde a piada...
Só não apago as "cartas àquele personagem" por respeito a quem comentou, senão apagava tudo!

Muito trabalho (resmas, pilhas dele), reuniões, avaliações, relatórios, projectos e sei lá mais o quê, tiraram-me o tempo de andar por aqui e vão tirar ainda por mais uns dias...
Daí a inflação de cartas ao Pai Natal, que, conforme terão entendido os mais perspicazes, não é o meu personagem favorito.

"No meu tempo" era ao Menino Jesus que se pediam as prendas (poucas mas tão desejadas) que abrangiam apenas a criançada e não havia este consumismo desenfreado, esta corrida doida às lojas que me põe os cabelos em pé só de pensar que amanhã tenho de ir ao hiper fazer as compras básicas e à minha frente só vejo enfeites de natal, música de Natal, felicitações de Natal...
Tirem-me deste filme!

A última carta ao Pai Natal

(Prometo mesmo que é a última!
Se continuar sem tempo para escrever faço um intervalo nisto!
Divirtam-se que eu não tenho tempo!)


"Querido Pai Natal:
Eu queria mesmo, mesmo, mesmo, mesmo um cachorrinho este ano.
Vá lá, vá lá, vá lá... vá lá...
António"

"Querido António:
Essa trampa de pedinchice talvez resulte com os teus pais, mas aqui não.
Vais receber um pullover de novo.

Pai Natal"

E ainda outra carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal:
Não temos chaminé na nossa casa, como vais entrar?

Marquinhos"

"Caro Marco:
Em primeiro lugar, pára de te chamar Marquinhos.
É por isso que estás sempre a levar sovas consecutivas na escola.
Segundo, não vives numa casa. Isso é um complexo de realojamento. Terceiro, entrarei dentro dessa espelunca como todos os ladrões fazem. Pela janela do teu quarto.
Bons sonhos,

Pai Natal".

Se procuram mesmo cartas lindas e inocentes, como só as crianças sabem escrever, vejam AQUI.

E mais uma carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal:
Que fazes nos restantes 364 dias do ano? Fazes brinquedos?

Tomás"

"Caro Tomás:
Os brinquedos são todos feitos na China.
Tenho um condomínio em Las Vegas onde passo a maior parte do tempo a apalpar as empregadas e a perder dinheiro na mesa de dados.
TU é que quiseste saber.

Pai Natal"

Outra carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal
Tenho escrito há 3 anos a pedir um camião de bombeiros. Eu queria mesmo um este ano.
Sérgio"

"Querido Sérgio:
Deixa-me compensar-te. Enquanto dormires, vou incendiar a tua casa. Terás mais camiões de bombeiros do que alguma vez imaginaste.
Pai Natal"

Carta ao Pai Natal

"Querido Pai Natal:
Deixei leite e biscoitos para ti debaixo da árvore e cenouras para as renas nas traseiras.
Beijinhos,
Susana"

"Querida Susana:
O leite dá-me diarreia e as cenouras fazem gases às renas.
Queres ser graxista?
Então deixa-me um copo de Chivas Reagal e um Toblerone."

Pai Natal

País de doutores

A Clitie resolveu partilhar esta notícia por e-mail e vai daí resolvi partilhá-la também.
Ora leiam e opinem:

Trata-se de um estudo publicado na revista Sábado sobre os governos de vários países e a percentagem de licenciados que os formam:

Portugal - 100%
Grécia - 95%
Espanha - 94%
Alemanha - 86%
Holanda - 76%
Itália - 75%
Reino Unido - 69%
França - 59%
Suécia - 36%

Estão agora a perceber porque é que eu não me quero licenciar?
É que o meu sonho é chegar a ser ministra... na Suécia!

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