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Fábulas

Fábulas

Gatos (mesmo) fedorentos

Sou fã dos "Fedorentos" desde que apareceram, ainda o blog deles dava para ler, não era um mero "cartaz de espectáculos".

Desde que se mudaram para a RTP1 não perdi um episódio e tenho gostado bastante... até ontem!
O humor pode brincar com tudo?
Eu acho que não, que há assuntos com que não se deve brincar.
A morte é um deles, a religião é outro.

Mas não foi nenhum desses assuntos que me chocou ontem. Foi uma piada à primeira vista inocente, mas que me incomodou bastante: aquela cena do criador de "gatos correio" em que atiram um gato da varanda dum prédio...
Ainda tenho muito recente na minha memória aquela história dos anormais de Montemor que atiravam gatos da muralha do castelo...

Não gostei, não achei piada nenhuma, antes pelo contrário.

E como diz o nosso (ainda) maior comediante, "eles até são uns rapazes tão talentosos, não habia nexexidade"!

...

Ontem, no Jornal da Noite da SIC, falava-se duma viagem de finalistas de jovens do 12.º ano.
Pelo que percebi a viagem - de uma semana! - era a uma estância balnear espanhola, mas segundo o jornalista os jovens raramente chegavam a ver o sol. A vida deles resumia-se a discotecas, bebedeiras e figuras tristes nas ruas! (e mostraram imagens elucidativas para que não restassem dúvidas...)

Um professor, muito falador e alegre contava aos jornalistas "imaginem que hoje de manhã veio ter comigo uma miúda em pânico a perguntar onde poderia comprar a pílula do dia seguinte... Já viu a confiança que os alunos têm connosco para nos virem fazer perguntas destas?"
E mais à frente: "nós não os controlamos nem tomamos conta deles. Eles andam à vontade".
E para rematar, quando o jornalista lhe perguntou como é que os pais autorizavam estas viagens ele disse "ah, porque eles nem imaginam o que se passa por aqui! Ninguém lhes vai contar!"

(isto não é textual, tenho pena de não conseguir reproduzir exactamente o que o "professor" disse, pois era de bradar aos céus!!)
Também não sei qual era a escola, mas deve ser uma escola sem professores... Pelo menos naquele grupo não estava ninguém que merecesse esse título!

...

É notícia hoje que as instituiçoes recebem cada vez mais crianças em risco.
Eu devia alegrar-me com a notícia pois na minha escola - dentro da minha sala - havia uma dessas crianças.
No último dia de aulas antes das férias da Páscoa não sabíamos, nem eu, nem ele, nem os colegas, que não voltaria no 3.º período.
Porque entretanto foi entregue pelo tribunal a uma dessas instituições.
Ainda não entrei em contacto nem com ele nem com a instituição pois não sei se o devo ou posso fazer.
Mas os colegas estão a escrever-lhe cartas e a fazer desenhos que lhe iremos enviar pelo correio.

Eu "perdi" o meu "companheiro" que acabava os trabalhos à pressa e se vinha pespegar ao pé de mim para observar tudo o que eu fazia e para conversar...
"Perdi" um dos grandes fãs do Blog dos Golfinhos...
"Perdi" o meu poeta...
Por isso, e como disse no início, acho que devia alegrar-me, no entanto não o consigo fazer!
Porque penso o que sentirá uma criança de 10 anos habituada a viver em liberdade e bem integrada no seu ambiente que conhece como ninguém, de repente enclausurada num mundo completamente estranho.
Por outro lado, sei que era negligenciado pela mãe: não lhe proporcionava refeições decentes nem a horas, não lhe lavava a roupa...
Se a mãe é que é a incompetente porque há-de ser ele o castigado?

Porque não tomaram esta medida quando ele tinha 2 ou 3 anos, se nessa altura houve acontecimentos ainda mais graves na sua vida?
Porquê esperar tantos anos?
E será que esgotaram todas as tentativas junto do pai, que mora perto, e com quem ele até passava muitos fins de semana?

Sei que ele agora deve estar limpo, asseado, com a mochila finalmente em ordem e sem fome.
Mas feliz duvido que esteja!

Porquê???

(imagem da net)


Porque é que as pessoas em Espanha são Espanhóis e na Rússia não são Rissóis?

Porque é que na Suécia as pessoas são Suecos e em Marrocos não são Marrecos?

Porque é que em Marrocos as pessoas são Marroquinos e na Suíça não são Suínos?

Porque é que na Polónia as pessoas são Polacas e na Estónia não são Estacas?

Porque é que se diz Discoteca em vez de Discotoca se o disco toca e não teca?

Porque é que é espingarda em vez de espungarda pois faz pum e não pim?

Porque é que os que andam no mar são Marujos e os do ar não são Araújos?

Porque é que as batatas grelam e os grelos não batatam?
(O Pedro é que me enviou este mail...)
ADENDA:
Porque é que tudo junto se escreve separado e separado se escreve tudo junto?
Xung

Frase... do a(s)no!

A propósito das faltas dos senhores deputados, disse Narana Coissoró:

«Quem lida com o Parlamento sabe que há determinados dias em que os acontecimentos levam as pessoas a faltarem. Por exemplo, não se pode marcar uma votação por exemplo, quando o Benfica-Barcelona estavam a joga, ou quando há um acontecimento grande que as pessoas querem ver»
TSF online, 18 de Abril

(os erros e as frases mal construídas não são da minha autoria, fiz copy/past)

Face ao exposto tenho a propôr como dias em que não se deve trabalhar os seguintes:

  • Não pode ser só quando joga o Benfica porque, apesar de tudo ainda vivemos em democracia. Portanto também não se deve trabalhar quando joga qualquer clube de futebol.

  • E como nem só de futebol vive o homem, também não se trabalhará quando houver jogos de basquete, volei, ténis, etc...

  • Não devemos trabalhar no dia do nosso aniversário nem dos familiares até ao terceiro grau, incluindo sogras.

  • Também não se pode trabalhar no dia e na véspera de casamentos, baptizados e festas de anos, nossos e dos nossos familiares e amigos.

  • Interdito ao trabalho ficam também as vésperas de feriados e o dia seguinte: na vépera temos de nos preparar e no dia seguinte temos de descansar.

  • Jamais trabalhar à segunda-feira, porque estamos de ressaca do domingo.

  • Jamais trabalhar à sexta-feira porque toda a gente sabe que as sextas são dias aziagos e também porque há que preparar o fim-de-semana.

  • Não devemos trabalhar quando chove porque é chato pois a chuva molha tudo e ainda nos podemos constipar.

  • Também não se deve trabalhar quando está muito calor porque baixa-se-nos a tensão, ficamos com tonturas e é um perigo andar por aí tonto...

E podia continuar a lista, mas não quero ser maçadora e também porque já estou farta de trabalhar...
Aceito sugestões para acrescentar à lista.
Agora vou descansar!

As férias da Helena

Os meus Golfinhos andaram numa azáfama a contar as férias deles para pôr no blog.
Como não temos tempo para publicar tudo o que escrevem, fazemos uma selecção de textos, que pode ser por sorteio (quando tenho muita pressa), por votação (quando há mais pachorra) ou por artimanhas (minhas) várias!
Mas o texto da Helena merece um destaque especial e por isso vou publicá-lo aqui.
A Helena é uma menina (já mulher) de 12 anos que vive com o pai, a madrasta, três irmãos e quatro meios-irmãos.
A mãe está na cadeia.
É ela - que é a mais velha das raparigas - quem, juntamente com a madrasta, "trata da casa" o que implica, entre muitas outras tarefas, lavar montanhas de roupa à mão.
E tanto ela como os irmãos andam sempre limpos e asseados...
Ah, e talvez seja importante acrescentar que a Helena é de etnia cigana...

«As minhas férias

Nas minhas férias eu vi televisão e brinquei com o meu gatinho e também brinquei com o meu irmão André e com a minha irmã Verónica e com a minha prima Mara.
E eu fui a casa da minha avó porque ela antes das minhas férias estava muito doente e não conseguia levantar-se da cama. O meu pai foi comprar os medicamentos para ela. E ela já ficou bem.
Eu fui ver os três gatinhos que acabaram de nascer. E eu fui a casa da minha tia e brinquei com o seu filho.
O meu primo veio da cadeia visitar-nos.
Ele só ficou quatro dias e ontem voltou para a cadeia.
Eu gostei quando ele veio. E o seu filho ficou feliz por ver o seu pai.
Eu fiquei triste quando ele foi embora.»

Professores de primeira, de segunda e por aí abaixo...

Desde que comecei a trabalhar, já lá vão bastantes anos, que sempre houve "professores destacados".
São professores que pertencem a uma escola mas prestam serviço noutra ou então fazem outos serviços que nada têm a ver com o curso que tiraram: trabalho nos sindicatos, nas antigas delegações e direcções escolares, etc.
Tenho colegas que saíram comigo do Magistério e nunca na vida deram aulas... Não teria nada contra esta situação não fora o facto de eles, embora não leccionando e tendo emprego garantido perto de casa, ganharem tanto como os que dão aulas e andaram anos por aí de trouxa às costas.

Também havia (e há) os destacamentos pela "lei conjugal": se tens a sorte do teu marido/mulher ser funcionário público tens a garantia de ficar a trabalhar perto de casa. Os outros... esses podem ir para onde calhar!

Há ainda os destacamentos por razões de saúde.
E aqui é onde se geram as maiores injustiças pois normalmente quem se "safa" nem são os que mais precisam... Os que realmente precisam muitas vezes já não têm direito a nada porque já não há vagas!

Acabar com todos os destacamentos e em vez disso ter a preocupação de colocar toda a gente o mais perto possível da sua residência, respeitando escrupulosamente o tempo de serviço de cada um, isso sim é fazer justiça.
E obrigar aqueles que fazem outros serviços a optar: ou vão para a sua escola ou ficam onde estão e perdem o direito à escola!
É que estes professores, num país de desempregados "acumulam" empregos: trabalham lá onde for, mas têm um lugar cativo na escola a que pertencem... E normalmente são efectivos porque, como tinham as costas quentes, podiam tentar efectivar-se a nível nacional - coisa que os outros não se podiam arriscar a fazer porque teriam de ir trabalhar para a escola que lhes calhasse!
E ainda por cima, quando ficavam efectivos passavam à frente de outros com mais tempo de serviço mas que não eram efectivos
E assim se foi perpetuando no tempo esta tremenda injustiça...

Até que ontem, sem mais nem menos, parece que resolveram acabar com os (alguns?) destacamentos...
Mas a pouco mais de dois meses do final do ano lectivo, obrigar as pessoas a mudar de escola??
Já não basta o sufoco de Setembro??
Não seria muito mais normal deixar terminar o ano e depois fazer os concursos com regras bem definidas?
E acautelar bem acautelados os direitos daqueles que tiveram entretanto a infelicidade de adoecer, mas que podem continuar a trabalhar se lhes criarem condições para isso?

Eu não sei mas parece que às vezes anda tudo doido!


Não andará?
(foto recebida por email)

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