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Fábulas

Fábulas

O bronco do ano!

"O presidente da República, Cavaco Silva, inaugura hoje uma obra, em Pombal, que não dispõe de rampa de acesso para deficientes motores, porque o bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, não autorizou a sua construção."

JN de 29 de Julho
A obra é uma igreja, e a notícia está mais bem explicadinha aqui no Pópulo.

A minha ida ao psiquiatra

Antes que comecem a pensar que resolvi passar as férias a visitar médicos, tenho de avisar que a história que vou contar se passou há muuuito tempo.

Mais precisamente no dia 4 de Setembro de 1999.

Andava cansada, em baixo de forma e também, como todos os anos por essa altura, apavorada com as colocações, que eram sempre nos primeiros dias de Setembro.
Como o médico de clínica geral não estava, resolvi ir ao psiquiatra... (é tudo a mesma coisa, não é?)
Ao contrário da cardiologista desta semana, a consulta demorou bastante tempo...
A primeira coisa que ele me perguntou foi "idade?" e eu respondi "29, não... 30!"
E ele meio ríspido "não sabe a sua idade?"
"fiz anos ontem, ainda não me habituei à nova idade"

E a consulta continuou com imensas perguntas.
Às tantas pergunta-me quais são os meus hábitos alimentares.
Eu respondi que eram normais, comia de tudo, gostava de quase tudo.
Ele não se deu por satisfeito e pediu-me "diga-me tudo o que comeu ontem, desde que se levantou até que se deitou."
E eu lá disse o que tinha comido ao pequeno almoço, a meio da manhã, ao almoço, ao primeiro lanche, ao segundo lanche, ao jantar...
E rematei "e antes de me deitar, aí por volta da 1 da manhã, comi 2 fatias de melão"
"Melão? Comeu melão à noite?
Olhe que já ouvi muitas coisas, mas nunca tinha ouvido nada assim!"
E disse isto algumas vezes com o ar mais espantado e escandalizado e eu sei lá quê do mundo!
Se eu lhe tivesse dito que comia cobras, lagartos, gafanhotos ou até carne humana ele não teria ficado mais escandalizado!
Eu fiquei ali a olhar para ele, até lhe passar o ataque de fúria...

E pronto, foi assim a minha primeira ( e última) visita ao psiquiatra...
Passou-me uma receita não faço ideia de quê porque a deitei fora em vez de a aviar.
Passados uns dias, quando fui ao meu médico que já me conhecia de outros carnavais perguntei-lhe:
"doutor, é grave comer melão antes de dormir?"
Ele riu-se e disse que não, mas ficou a olhar para mim com ar de quem estava a pensar "não será melhor mandar esta menina a um psiquiatra?"

(este post é dedicado ao cusco do AFlores, ele sabe porquê!!)

E agora está mesmo na horade ir comer uma ou duas fatias de melão fresquinhas!

"Todos os nomes"...

Hesitei bastante antes de escrever este post, mas resolvi dar uma explicação a quem me costuma ler, do porquê do "desaparecimento" de alguns comentários e também da necessidade de a partir de agora este blog não aceitar comentários anónimos.
Alguns devem ter dado por ela e nada disseram, outros, como a Mafaldina questionaram o meu respeito (ou falta dele) pelas pessoas que se dão ao trabalho de comentar...

Este blog começou em Fevereiro de 2004, está prestes a completar 2 anos e meio de duração, com publicações praticamente diárias.
E não me limito a copiar poemas e coisas engraçadas que recebo por e-mail (embora às vezes o faça).
A maior parte das vezes publico o que me vai na alma acerca do que vejo, leio, ouço, vivo...
Nem sempre as opiniões são unânimes, o que que às vezes gera nos comentários discussões mais ou menos acesas...
Mesmo assim, nunca apaguei um único comentário...

Nunca...
... até um dia destes em que apareceu aqui alguém que confunde comentar com insultar. E não se trata de concordar ou discordar daquilo que escrevi: é insulto puro, sem nada ter a ver com o que escrevo.
Além de mal criado e mal formado (ou doente) é um ignorante que nem escrever sabe: comentários com frases mal elaboradas e também cheias de erros ortográficos...
Ignora também o básico dos básicos: por muitos nomes diferentes que use há uma identidade chamada "IP" que é única e da qual não se pode fugir!
Não lhe vou dar a confiança de publicar aqui "todos os nomes" com que destila por aí o seu veneno. Aliás, já está a ter demasiado tempo de antena para quem devia ser ignorado!

Mas não resisto a deixar aqui a "pérola" que foi o seu último comentário, tal e qual, com erros e tudo:

"Avaliando o contexto, comentado por parte de um comentador, falando livremente e também do alheio, ao apagar comentários sucessivos, o blogante não tem o direito mural de as anular publicamente, sem um prazo mínimo de três dias da sua publicação, on-line via Internet. Porem não existindo queixa do lesado Manuelzé, todos os actos de remoção de comentários, é da sua responsabilidade de quem detêm a manutenção do blog. C.Martins 15:37

Não deixa de ser interessante (e mais uma prova da imbecilidade do comentador) que às 15:37 venha ao meu blog e saiba que houve um comentário de um tal "Manuelzé" que foi apagado por volta das 10 da manhã!

E para terminar de vez com este assunto, que não gosto de mexer em m****:
Escusa de vir para qui comentar pois todos os seus comentários terão o mesmo destino, que é o seu lugar certo: o lixo!

Ana Malhoa

Gostos não se discutem, mas cada um tem direito aos seus...
Eu detesto tatuagens...
Dão um ar desleixado e sujo às pessoas.
Associava-as a qualquer coisa feia que não sabia bem o que era até que um dia destes a minha irmã (rapariga esperta como eu) me disse ao olhar para uma foto duma rapariga tatuada: "sabes o que me fazem lembrar as tatuagens? A carne no talho!!"
Fez-se um click na minha cabecinha: era isso mesmo!
Não há dúvida que somos irmãs!
Não consigo entender como há pessoas que são capazes de se sujeitar a um sofrimento - que não deve ser pequeno - para ficarem mais feias!


(O assunto não é bem a Ana Malhoa, o assunto são as tatuagens...
Mas foi a propósito da capa da TV Mais de hoje onde ela e o marido são entrevistados e falam das suas mais de 40 (!!) tatuagens, que resolvi falar sobre o assunto.

E também aprendi hoje no Pópulo que assim, com títulos chamativos, posso aumentar o número de visitas!

A minha ida ao médico (melhor que a do Raul Solnado)

Na segunda-feira fui a uma consulta de cardiologia.
Não fui a um consultório privado nem ao SNS. Fui a um serviço digamos que intermédio...
Como era a primeira vez que consultava um cardiologista pensei que fosse uma consulta relativamente demorada...

Qual quê!
A médica não me perguntou nada além da idade e se era fumadora. E constatou que eu era muito ansiosa (grande novidade, se ela não me dissesse eu jamais descobriria...)

E assim, em menos de 15 minutos estava cá fora com dois electrocardiogramas feitos (o primeiro ficou torto porque eu mexi uma perna) e uma receita para ir fazer um ecocardiograma (porque eu disse à médica que o outro médico achava que tinha ouvido um sopro e ela confirmou...)
E no tempo que durou a "consulta" ainda teve tempo de falar ao telemóvel com uma amiga enquanto eu esperava, deitada na marquesa que ela colocasse o resto daquelas coisas giras que fazem lembrar as rendas de bilros...

Na terça fiz o ecocardiograma com um médico também bastante apressado, mas que pelo menos me descansou dizendo que estava tudo bem com o meu coração (eu já sabia que tenho bom coração!!)

Na quarta ia marcar consulta para mostrar o exame mas a médica estava de férias!!!
Tudo bem, a senhora tem direito às férias dela mas na segunda-feira quando me mandou fazer o tal exame não me podia ter dito que ia entrar de férias??
(claro que não podia, não teve tempo!!)

E assim eu gastei 30 euros numa consulta, mais 140 no ecocardiograma.
Eu sei que vou ser reembolsada de parte deste dinheiro, mas é bom esperar sentada.
Mas não é isso que chateia: o que chateia é que se calhar, se eu tivesse ido a um médico competente (ou menos apressado...) bastaria o ECG ser feito com tempo e com calma para chegar à conclusão de que o outro exame não seria necessário...

Agora descobri o segredo da minha saúde de ferro: é por não ir ao médico!
Se eu tivesse de aturar estas coisas muitas vezes acreditem que ficaria realmente doente!
Apre!!

Exames dos pequeninos

Já no próximo ano lectivo haverá exames para os pequenitos do 4.º ano.
Mais uma vez, não se trata da descoberta da pólvora, nem sequer duma novidade.
Se não me falha a memória (e estou com preguiça de ir aos papéis confirmar) a primeira vez que houve estas "provas de aferição" foi no ano 2000. E no ano seguinte voltou a haver...
Depois deixaram de ser gerais e passaram a ser só em meia dúzia de escolas para "amostragem"(?), tal como aconteceu este ano.
E, quanto a mim, esta prova, tal como as "dos grandes" também continha imprecisões.
E os erros são tão mais graves quanto mais novos são os alunos, que em apenas 4 anos fizeram um percurso de aprendizagem tão grande que, comparativamente, nunca mais farão na vida deles...

Deixo-vos um dos problemas que vem na prova de Matemática:
(A primeira parte foi scanada porque a imagem é importante...)


(clicar para aumentar)

Até aqui tudo bem (embora não ache muito correcto baralhar as crianças, num dia de "exame", com medidas que eles não aprendem)


Agora o busílis da questão, ou seja a questão 11.2:

O Rui utilizou uma régua graduada em polegadas para medir o seu lápis.
O lápis media 10 polegadas.
Quantos centímetros mede, aproximadamente, o lápis do Rui?
Explica como chegaste à tua resposta.
Podes fazê-lo por palavras, desenhos ou contas.
Resposta:_____________ centímetros.


Há aqui uma série de disparates: primeiro as crianças não aprendem a medida "polegadas".
Depois misturar no mesmo problema polegadas e centímetros e ainda a pergunta final: pedir quanto mede "aproximadamente"?
Mas não é suposto que as medidas sejam rigorosas?
Um lápis mede "aproximadamente" ou "mede" e pronto?
E há ainda a solução do problema que é completamente surrealista!

Dão-se alvíssaras...

Era uma vez uma escola...
Nessa escola há apenas 2 salas para 3 turmas.
Como a ministra não quer desdobramentos de horários, há uma turma que terá de ser "despachada" para outro local.
Isso vai implicar um professor e uma turma isolados do resto da escola, vai implicar também que haja pais que têm de deixar à mesma hora os filhos em duas escolas diferentes...

Entretanto tudo indica que serão servidas refeições às crianças porque finalmente houve uma ministra que reparou (benza-a Deus!!) que só as crianças do 1.º ciclo do ensino público é que não almoçam nas escolas!
E porquê?
Principalmente porque não há condições físicas nem humanas (uma auxiliar é um luxo que grande maioria das escolas não tem!!)

Para evitar que as crianças tenham de ser transportadas para almoçar noutro local bastaria algo muito simples: que houvesse esse local na escola.
E nem é muito difícil: a tal escola tem um telheiro nas traseiras, bastaria que o fechassem e o transformassem numa sala polivalente (há centenas de escolas que já fizeram isso há anos!)

Mas... acontece que há uma senhora arquitecta na Câmara de Aveiro que acha que essa obra seria inestética!
Propôs em alternativa a colocação de dois contentores no recreio que serviriam de cantina!!!!!!!!!!

Na "luta" pelo bom funcionamento de escola em Setembro andam envolvidos professores, alguns pais, o Presidente da Associação de Pais, o Conselho Executivo do Agrupamento, para além do pessoal da Câmara do Pelouro da Educação, que tanto quanto sei são a favor da construção da sala.

Mas falta uma personagem nesta fábula: a Junta de Freguesia!
Não apareceu nem mandou recado...
Por isso deixo aqui um apelo:
"Procura-se Junta de Freguesia.
Dão-se alvíssaras a quem a encontrar"

Complicadas? Nós???

Para todos os homens que acham que o cérebro das mulheres é complicado, fica aqui este simples esquema:

cerebro_mulher.gif

Entendem agora?
E só tenho a pedir às mulheres que me desculpem por não publicar o esquema para compreendermos melhor o cérebro dos homens, mas era um ficheiro tão pesado que teria de apagar o blogue todo para ele caber aqui, com aqueles milhões de mega-qualquer-coisa!

Curiosidade curiosa!

A bitola dos caminhos de ferro (distância entre os 2 trilhos) dos Estados Unidos é de 4 pés e 8,5 polegadas.

Porque foi usado este número?
Porque era esta a bitola dos caminhos de ferro ingleses e, como os caminhos de ferro americanos foram construídos pelos ingleses, esta medida foi a usada .

Porque é que os ingleses usavam esta medida?
Porque as empresas inglesas que construíam os vagões eram as mesmas que
construíam as carroças antes dos caminhos de ferro e utilizaram as mesmas bitolas das carroças.

Porque era usada a medida (4 pés e 8,5 polegadas) para as carroças?
Porque a distância entre as rodas das carroças deveria caber nas estradas antigas da Europa que tinham esta medida.

E por que tinham as estradas esta medida?
Porque estas estradas foram abertas pelo antigo império romano aquando das suas conquistas, e estas medidas eram baseadas nos carros romanos puxados por 2 cavalos.

E porque é que as medidas dos carros romanos foram definidas assim?
Porque foram feitas para acomodar 2 traseiros de cavalo!

Finalmente...

O vaivem espacial americano, o Space Shuttle, utiliza 2 tanques de combustível (SRB - Solid Rocket Booster) que são fabricados pela Thiokol no Utah.
Os engenheiros que projectaram estes tanques queriam fazê-lo mais largos, porém, tinham a limitação dos túneis ferroviários por onde eles seriam transportados, que tinham as suas medidas baseadas na bitola da linha, que estava limitada ao tamanho das carroças inglesas que tinham a largura das estradas europeias da época do império Romano, que tinham a largura do traseiro de 2 cavalos.

Conclusão:

O exemplo mais avançado da engenharia mundial em design e tecnologia é baseado no tamanho do traseiro do cavalo romano!

(recebido por e-mail)

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