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Fábulas

Fábulas

Vou de férias, iuuupi!

Amanhã vou de férias...
Eu tenho estado de férias, mas as férias a sério são quando saímos do nosso "habitat natural" e rumamos a outras paragens.
É o que vou fazer: passar uns dias numa casa que tem a praia à porta, sem necessidade de andar em bichas e depois séculos a procurar um buraco para estacionar.
Também dou uns dias de férias ao carro.
Quando muito sairá uma noite ou outra para um jantar num restaurante.
Mas o objectivo é mesmo descansar, ler bastante, tomar banhos de mar e de piscina, dormir a sesta...

Como não vos quero deixar sem nada, fiquem com este filme caseiro dos meus "gatos terroristas".
A parte verde onde eles brincam era um belo canteiro de espinafres, agora reduzidos aos caules.
O feto gigante também já desapareceu...
Mas quem se atreve a não ficar embevecido a olhar para estas criaturas tão lindas?



(este filme fui eu que fiz - nota-se pela qualidade!! - e tenho muita pena de não saber pôr uma música à maneira!)

Descartáveis...

Com mais tempo para ler revistas cor-de-rosa (??) não há semana em que não haja a notícia de um divórcio de gente casada há meia dúzia de meses e com bebés pequenos!
Descartáveis: são assim uma grande parte dos casamentos actuais.
Tolerância mínima, egoísmo máximo...

Apesar de achar que todas as pessoas têm o direito (e até o dever!) de procurar a felicidade, fico sempre chocada com separações e divórcios de gente cada vez mais jovem...
Não me choca nada se não houver crianças, mas havendo o problema é sério demais para ser analisado levianamente.

Já estou a ouvir "mas é melhor para as crianças que os pais se separem do que passarem a vida a discutir à frente delas"...
Eu também concordo, mas começaram a discutir quando a criança nasceu?
Se já discutiam antes não seria melhor terem-se separado antes de fazerem filhos?

E não me venham com a treta de que a separação dos pais não afecta as crianças ("elas compreendem" - que raio de compreensão tem uma criança de 2, 3 ou 4 anos?)
A verdade é que afecta e muito!
É impossível a uma criança, de qualquer idade, passar incólume pelo desmoronar da sua família e grande parte das vezes vir a servir de arma de arremesso entre os progenitores.

Vivemos na época do "usa e deita fora" até nos casamentos...
Pobres crianças!

Baú de memórias

Hoje à tarde andei a remexer na miha velha arca.
(Sim, que eu sou do tempo em que menina que se prezasse tinha de ter uma arca onde colocaria o enxoval...)
E não me desfaço do "mono" porque faz jeito para arrumar aquelas coisas que eu não faço ideia onde hei-de enfiar - como as dezenas de naperons que eu crochetava - e também porque a arca foi comprada com o primeiro ordenado da minha vida, uma vez que eu fui trabalhar dois meses nas férias. Cá por mim tinha esturrado tudo numa máquina fotográfica e em livros, mas o meu pai não deixou...
Tinha de comprar a bendita arca!
Com tanta sorte que ainda sobrou dinheiro para a minha primeira máquina fotográfica e ainda comprei uma meia dúzia de livros que estavam em saldo numa livraria de Aveiro!

Está cheia de tralha, principalmente lençóis antigos que eu já não uso.
Enchi dois sacos enormes com eles e vou dá-los a uns tipos que volta e meia aparecem aqui a pedir coisas.
Vão ser mais úteis do que trancados numa arca!

Roupa há lá pouca: o vestido do baptizado da minha filha, uma camisa do meu filho que eu adorava, os sapatinhos do meu baptizado...
Estão lá também o casaco do camuflado do meu marido e uma saia minha, de ganga.
Vi-a numa montra, apaixonei-me por ela. Então a minha mãe copiou o modelo e mandou fazer uma igualzinha.
Eu tinha 15 anos...

Hoje peguei nela e vesti-a...
Está um bocadinho amarrotada, a cheirar a guardado mas... serve-me na perfeição!!

Fábula domingueira

No meio da selva com um calor terrível, o único bar existente tem uma fila de quilómetros.
Um coelho passa a correr ao lado da fila, mas ao
chegar ao lado do leão, leva uma patada e o leão diz-lhe:
"Vai para o fim da fila!!"
O coelho passa ao lado do leão e continua a correr para a frente da fila.
Passa pelo tigre e este dá-lhe outra patada e manda-o para o fim da fila.
A cena repete-se com o crocodilo.
O coelho, já farto de levar patadas e de ser mandado para o fim da fila, grita então:
"Se continuam com esta merda não abro a porcaria do bar!!!"

Recado à Alice Vieira...

... que escreveu no JN de domingo passado o seguinte:
"(...) aqui, neste mar magnífico da Costa Nova e da Barra, com a Ria de Aveiro mesmo ao lado, o verdadeiro e genuíno «som da praia» há muito se perdeu. (...)
logo de manhã apanhamos com a rádio da praia que berra continuamente a publicidade a lojas, restaurantes, discotecas, tudo misturado com óculos, chaves e crianças que se perderam (...)"

Só um esclarecimento à Alice Vieira, de quem sou fã incondicional:
A Costa Nova é uma praia e a Barra é outra, embora haja sempre gente entre uma e outra e para quem é de fora possa ser difícil distingui-las.

Mas, posso garantir-lhe que na praia da Costa Nova não há altifalantes.
Os bares têm música mas só a ouve quem lá está dentro ou muito perto...
Na praia da Costa Nova ouve-se o barulho do mar, entremeado, de vez em quando, com uma birra duma criança ou um chamamento de um pai ou de uma mãe...
Barulhos típicos de praia no Verão.
E só!
A Alice Vieira vai ter de fazer uma visita à Costa Nova (a praia das casinhas às riscas) para tirar a má impressão!

A praia de outros tempos

Depois de quinze minutos deitada de barriga para baixo e outros tantos de barriga para cima (mais minuto menos minuto), viro-me para o meu marido e pergunto:
"O que é que estamos aqui a fazer?"
Ele riu-se, mas não me soube responder...
Daí até decidirmos vir embora da praia foram só mais 2 ou 3 minutos...

Enquanto estava deitadinha na toalha, relembrava a minha praia de antigamente.
Começava de manhã bem cedo e só terminava por volta das 11 da noite, hora a que acabava a música na marginal da Costa Nova, e que era o "toque de recolher".
A casa era alugada para todo o mês de Julho e ficava apalavrada de uns anos para os outros.
Normalmente era minúscula e obrigava a que se levasse quase tudo de casa (até o fogão!!), mas essa mini mudança também fazia parte da aventura.

Depois era o grupo de amigos que se encontrava todos os anos.
Havia uma meia dúzia que formavam o "núcleo duro" e os que se iam juntando.
Às vezes chegávamos a ser 20!
Jogávamos à bola, ao mata, às prendinhas, à cabra-cega, ao lencinho, ao gato e ao rato, ao verdade e consequência...
Divertíamo-nos imenso e não chateávamos ninguém a não ser o cabo-do-mar que recebia imensas queixas dos velhos resmungões por causa de alguma bola ou de um ringue com a trajectória mal calculada...
Ou então o dono do café quando lhe enchíamos completamente a esplanada e pediamos 3 ou 4 finos para todos!

Bons velhos tempos!

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