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Fábulas

Fábulas

Coruja assumida

Detesto, abomino, odeio levantar-me cedo.
Sou assim desde pequenina, já não devo ter cura...

Todos os dias faço um sacrifício enorme para me levantar bem depois das 8 (e sou pontual: estou na escola ligeiramente antes das 9! Sou é muito rápida a aranjar-me!)
E que ninguém fale comigo pelo menos enquanto não tomo o pequeno-almoço!
É escusado: não ouço nem respondo.
Se for um recado sério é melhor esperar pelo menos meia hora.
Se for mesmo muito sério, aí o mais seguro é esperar 1 hora no mínimo!

No entanto, depois sabe-me bem que o dia seja "maior" e que me renda mais.
Mas nem assim me convenço.

A minha parte preferida do dia... é a noite.
Especialmente aquela parte depois do jantar e antes da hora de dormir.
Prolongo-a o mais possível.
Sempre fui assim, só na quietude da noite o trabalho me corre bem e as ideias fluem.

Hoje vou vingar-me!!
Antes de me deitar desligo o maldito despertador.
Até me nasce uma alma nova quando se apaga aquela irritante bolinha vermelha!!

Afinal quem manda?

Fez-me impressão hoje a notícia de que nas compras quem manda são eles...

Não, não me estou a referir a brutamontes machões, mas sim às criancinhas!!
São elas que decidem a maioria das compras, dos brinquedos, aos telemóveis, à escolha do restaurante e até ao carro da família!

Mas anda tudo doido ou quê????
Claro que na escolha dum brinquedo ou de uma roupa nova faz todo o sentido que eles se pronunciem, mas devem ser os pais a estabelecer os limites: "podes escolher entre este, aquele e aqueloutro..."

Isto faz-me pasmar, porque no mundo onde eu vivo as coisas ainda não se passam assim.
As crianças têm muito mais "poder" do que nós tínhamos no tempo em que eu era criança, mas não se pode passar dum extremo ao outro!

As crianças têm de viver as suas frustrações, porque o mundo não vai sempre curvar-se aos seus desejos!
E, como tudo na vida, as frustrações também se treinam!
Uma criança habituada a ouvir alguns "não" bem explicados e fundamentados, estará muito mais apta para enfrentar a vida do que outra a quem satisfaçam todos os caprichos!

Não estamos apenas a criar uma geração de monstrinhos ditadores...
Estamos também a criar uma futura geração de adultos inadaptados!

Adenda ao post anterior:
Na minha turma de 15 alunos, 9 têm as mães em casa.

Mas os filhos estorvam??

Chego da escola molhada (qb) e chateada (bastante!)
Acontece que, a juntar ao temporal, por volta das 15:40 faltou a luz na escola (e em toda a aldeia).
Uma hora depois era quase noite fechada e a maior parte dos alunos continuava na escola, nos "prolongamentos".
Só algumas mães tiveram o bom senso de, vendo que não havia luz, virem buscar os filhos mais cedo...
Claro que não me refiro às que trabalham fora de casa, mas havia imensas crianças que, com as mães em casa, continuaram na escola naquelas condições!

Eu, que sempre gostei de ter os meus filhos perto de mim, não entendo estas pessoas a quem parece que os filhos estorvam!

Sempre fui contra

as aulas de substituição.
Não só a pensar nos professores (mas também), mas principalmente a pensar nos alunos.
Os "furos" são tempos sem aulas, importantíssimos para a socialização dos alunos, para conviver, para estudar, para espairecer...
(é claro que não me refiro a furos sucessivos, com manhãs ou tardes inteiras sem aulas, mas a uma dose "normal" de furos).
Quando um professor está doente é dever do ministério substituí-lo, nem que seja por uma semana.

No 1.º ciclo, onde a falta dum professor tem enormes repercussões (especialmente em escolas pequenas), nunca ninguém se preocupou com isso!
E vêm agora preocupar-se com alunos do secundário!
Com jovens que já têm idade e capacidade para saberem o que andam a fazer na escola!
Que se são bons estudantes sabem gerir os seus tempos livres, incluindo os "furos".
Se andam na escola a passear os livros também não são as aulas de substituição que os vão tornar bons estudantes!

Estou com os grevistas!

Da pontualidade

A Emiéle hoje fala acerca da pontualidade.
Eu pertenço ao grupo dos pontuais, conheço muita gente pontual e não acredito que a percentagem de "não pontuais" seja tão alta.
Mas que os há, lá isso há!
E depois de uma pessoa pontual chegar uma série de vezes a uma reunião de um grupo de não pontuais?
Não acabará por sentir que não vale a pena ser pontual e assim aumentar o número de não pontuais?

Na quinta-feira tinha uma reunião às 18:30.
Estava em casa já pronta para sair mas, como era cedo, continuei a corrigir os trabalhos que estava a corrigir antes.
Distraí-me e quando olhei para o relógio eram exactamente 18:30!
Voei para o carro e para o local da reunião, onde cheguei 10 minutos depois.
Ainda por cima não era a "minha praia": era uma reunião de Assembleia de Escola, onde eu só tinha participado uma vez, reunião essa que mete encarregados de educação, funcionários da escola e presidentes de Junta.
Dirigi-me ao funcionário para perguntar em que sala estava a decorrer a reunião e ele respondeu "venha comigo que vou agora abrir a porta".
"Uff, pensei eu, podem estar todos à porta mas, pelo menos, ainda ninguém entrou!"

Mas afinal ainda não estava lá ninguém!!
Entretanto eram 18:45 e estava apenas eu e uma mãe na sala de reuniões.
Eram 19 horas quando, finalmente, a reunião começou!

O casamento do Tom

Parece que o Tom se casa hoje, com muita pompa e circunstância, em Itália, num castelo e tudo, como se de um rei se tratasse.
Deve ter vindo para a Europa porque lá na terra dele não há castelos.
Poderia escolher um forte Apache se os cóbois não os tivessem destruído.

Cá em Portugal, toda a gente que se acha "bem nascida" ou intelectual tem um "não sei quê" contra tudo aquilo que eles, mentes superiores e iluminadas (como a do El-rei Tadinho do Reino das 100 janelas), consideram "piroseira dos tugas".
É piroso ter flores artificiais numa jarra, é piroso ter um galo de Barcelos em cima do frigorífico, é piroso usar naperon em cima da televisão...

Mas já não é piroso morar numa casa igual a outras casas, tal e qual, feita pelo mesmo arquitecto e decorada pelo mesmo decorador...
E que seja muito vazia, muito branca, com uns bibelots "copy/past" das revistas de decoração...
Se forem mesmo muito, muito chiques podem também viver no outro extremo: uma casa atulhada de móveis e penduricalhos trazidos das viagens ao estrangeiro, cheias de cortinas e reposteiros dourados.

O que tem isto a ver com o casamento do Tom?
Já nem eu sei bem, que as palavras são como as cerejas e aí vou eu sem rumo...

Vou pensar um 'cadito...
Ah!! Já sei!!

É que eu acho o povo americano dos mais pirosos do mundo (sem nenhum conhecimento de causa: acho e pronto!!).
E o facto do Tom se vir casar à Europa, com direito a castelo e tudo é mais uma prova dessa piroseira!
(e também de que não tem mais nada que fazer ao dinheiro, mas isso é lá com ele!)

Castelo de Almourol, Maio de 2004
(Ele queria era um assim, lá no país dele!)

Outra dúvida existencial...

Qual é a diferença entre um peão com carro e um peão sem carro?

Esta dúvida ocorreu-me hoje no caminho para casa, quando passei por um peão invisível até eu passar mesmo por ele e logo a seguir por um ciclista também completamente "apagado".

Se obrigam uma pessoa que tenha de sair do carro por qualquer motivo a vestir um colete reflector, por que raio não hão-de obrigar, ou pelo menos recomendar, aos peões e ciclistas que o usem também?

Importa-se de repetir?

Segundo a nossa Ministra da Educação, os professores não vão integrar os quadros de supranumerários.
Há trabalho para todos, a saber:

... «a tutela vai apostar num complemento de formação especializada para os docentes sem horário atribuído que habilite os professores a desempenhar funções técnicas nas escolas, como "o apoio à biblioteca, a manutenção do edifício, o apoio jurídico, o apoio social e a orientação vocacional". »

No mesmo saco aparecem as expressões " complemento de formação", "professores", "funções técnicas" e, a cereja em cima do bolo, "manutenção do edifício".
E é esta última que me faz acreditar que, das duas uma: ou eu não sei português, ou a ministra não sabe português, ou anda tudo doido...

Alguém me sabe esclarecer???
(não vale dizer "anda tudo doido!!")

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