Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fábulas

Fábulas

Pés na água

No sábado passado tive, pela primeira vez este ano, o gostinho de molhar os pés no mar.
Os pés... até acima dos joelhos, com calças e tudo, já que o mar estava bem traiçoeiro!



A tarde, essa estava linda e soalheira, uma verdadeira tarde primaveril!



Estes passadiços são tão agradáveis, mas não assim cobertos de areia!
Limpezas urgentes, precisam-se!

Na tropa

O "Saltapocinhos" anda a compilar episódios da tropa para um amigo fazer não sei o quê...
Vai daí eu hoje roubei-lhe esta:

«Depois das operações, os guias e carregadores que nelas acompanhavam os militares, apresentavam-se na secretaria da Companhia para receberem o valor do seu trabalho.
Esse pagamento era feito pelo 1.º Sargento Simões, sem pressas, tendo os nativos que assinar ou deixar a sua impressão digital no recibo.
Na maioria das vezes este espaço dava origem a diálogos interessantes entre o 1.º Sargento e os homens que ali se apresentavam.
O que se segue é um episódio de uma dessas sessões:

Sargento: Assina aqui!
Guia: Não sabe assinar.
Sargento: Por que é que não sabe assinar ?
Guia: Não foi "no escora" !
Sargento: Então para saber assinar é preciso ir "no escora"?
É casado? Quantos filhos tem ?
Guia: Sim. Tem 6 filhos.
Sargento: E foi "no escora" para aprender a fazer os filhos ?
Guia: Esses foi Deus que fez.
Sargento: Ai se esse tipo me aparece lá em casa a fazer uma coisa dessas, nem sei o que lhe faço!!»

Medidas...

A esta hora da noite começam na televisão uma chusma de anúncios para toques de telemóvel, imagens de telemóvel, anedotas, poemas, declarações de amor (!!!!!) e milhentas outras parvoíces.

Mas nunca tinha visto o que acabei de ver!
Trata-se de tirar uma dúvida aos rapazes sobre se o seu pénis tem o tamanho normal!
Os interessados enviam um SMS para um daqueles números quarenta-e-qualquer coisa-quarenta-e-outra-coisa com a sua medida ("em centímetros" - avisam!) e depois receberão a resposta que lhes vai dizer se estão ou não dentro da média!

E podiam ficar por aqui, que para disparate já bastava...
Mas acreditem que ainda conseguem levar a idiotice mais longe!
É que a seguir dizem que quem se "inscrever" receberá uma resposta todas as semanas!

Será que há coisas que eu ainda não sei??

Adenda:
A Floreca deu-me um link para que toda a gente que queira tirar dúvidas o possa fazer.
E é à borla!
Quem quiser saber mais pormenores é só ir aqui!

Dia do mulherio

Embora subscrevendo tudo o que diz a Jackie, não gosto deste dia, ou melhor, não gosto que haja "o dia de..."
Normalmente esses dias existem para lembrar as minorias e... que raio! nós até somos a maioria!

Portanto não alinho em jantares especiais só de mulheres (que às tantas antes de saírem de casa estiveram a preparar a janta do marido!).

Não sou feminista, muito menos machista.
Os homens e as mulheres não são iguais, graças a deus!!
Só os direitos devem ser iguais!
Infelizmente ainda não são, mas a solução está nas mãos das mulheres que podem aproveitar o machismo reinante que as obriga a serem elas a tomar conta dos filhos para os educar convenientemente.
E acreditem que resulta!

Mas... enquanto houver mulheres que dizem "Joaninha, faz a tua cama e a do teu irmão", não chegaremos a lado nenhum, por muitos dias de mulheres que se comemorem!!

Posto isto, só um recado final:
Festejarei o dia da mulher quando houver também o dia do homem!


imagem daqui

Vem aí a autoridade?

A Ministra da Educação resolveu agora reparar em como alguns muitos professores deste país são desrespeitados, desautorizados e até agredidos no seu local de trabalho.
Vai daí, veio para os jornais dizer que agora é que vai ser, vão ser tomadas as medidas, vai ser dado poder (?) aos professores e bla bla bla...
Só se esqueceu de um pequeno pormenor: é que ela também se fartou de deitar achas para esta fogueira ao rotular os professores de malandros, incompetentes e faltosos, entre outros mimos...

Os professores não precisam de mais autoridade, precisam simplesmente de ser mais respeitados pelos alunos, pelos pais... e pelo ministério!

Criancinhas

A criancinha quer Playstation.
A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato.
A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa.
A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas.
A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike.
A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde.
A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante.
A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce.
Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária.
E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda.
Às vezes passa de ano, outras nem por isso.
Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás.
Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto.
Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal.
A rebeldia é de trazer por casa.
Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo.
A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada.
Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora.
Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce.
Cresce e cresce.
Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles.
Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei.
Estou apenas a antecipar-me.
Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.
E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
Miguel Carvalho, Visão Online

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2005
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2004
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub