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Fábulas

Fábulas

SIGLAS

A Emiéle e o Farpas fizeram-me pensar sobre o assunto.
Realmente no "nosso meio" entendemo-nos bem por siglas que nos simplificam a linguagem, mas que se tornam ininteligíveis para os "de fora".

Senão vejam:

Tenho de fazer PA para os alunos que durante o ano lectivo tiveram PR.
Os alunos de NEE e PEI, assim como os de CA e CEP não precisam.
Também tenho de fazer a avaliação do PAA e do PCT para entregar no próximo CP.

Será que já posso concorrer à CML??

O (famoso) dia-de-neura

Ontem foi dia de passeio de fim-de-ano.
Foi também o último dia de aulas deste ano lectivo.
Para mim é, todos os anos, um dia muito complicado.
Não há maneira de me habituar.
Antigamente era porque além de ter de me despedir dos alunos, havia ainda a incerteza de para onde iria no próximo ano.
De há uns anos para cá essa incerteza acabou, mas continua a ser um dia bastante difícil.
Desta vez parece-me ser a pior de todas!

Durante 4 anos, passei horas, dias, semanas e meses com eles.
Muitas vezes estiveram mais tempo comigo do que com os pais.
Trocámos confidências.
Rimos e chorámos.
Cantámos e passeámos.
Ensinámos e aprendemos.
Metemo-nos juntos nesta aventura.

E agora vão-se embora...
E, apesar de saber que tem de ser e é para bem deles, às vezes apetecia-me chumbá-los a todos, só para termos mais um ano juntos!

Olá dia-de-neura, cá estamos mais uma vez!

Eu... mais ou menos...

Eu tenho: tudo o que preciso para ser feliz.
Eu quero: continuar assim...
Eu acho: que sim!
Eu odeio: gente ignorante (não tem nada a ver com habilitações escolares)
Eu escuto: de manhã e à noite, os pássaros.
Eu cheiro: tudo! adoro cheiros, funciono por cheiros. O cheiro a aguardente faz-me lembrar o meu avô e as brincadeiras no alambique.
Eu imploro: eu não imploro!
Eu procuro: ser feliz (que ideia original! aposto que ninguém se lembrou desta)
Eu amo: a vida
Eu sinto dor: quando vejo erros (ortográficos!)
Eu sinto falta: de uma sala maior
Eu sempre: deixo tudo para a última hora
Eu não fico: muito tempo no supermercado
Eu acredito: nas pessoas
Eu danço: Eu não danço :(
Eu canto: muito mal
Eu choro: às vezes
Eu falho: muitas vezes
Eu luto: contra a ignorância
Eu escrevo: mal, mas sem erros
Eu ganho: menos do que mereço, mas ainda há quem ganhe menos. Toda a gente devia ganhar um salário justo.
Eu perco: a calma às vezes.
Eu nunca: digo palavrões
Eu confundo-me: nas estradas. Sou completamente desorientada, não sei onde é o sul nem o norte!
Eu sou: assim, sem tirar nem pôr
Eu fico feliz quando: uma criança diz "aaaah, já percebi!!"
Eu tenho esperança: de que não me metam em mais "correntes"!
Eu preciso: de muito espaço. o Saltapocinhos diz que eu sou como o ar: tenho horror ao vazio! E de tempo!
Eu deveria: passar isto a mais 5, mas não vou fazer essa maldade!

Outra ideia genial

A notícia chegou ontem: os prolongamentos do próximo ano lectivo serão alargados até às 18 horas.
Com a possibilidade de poderem chegar até às 19 horas, mediante um pagamento.

Ainda ninguém soube explicar como e quando irão as escolas ser limpas.
Vai deixar de haver limpeza (limpar para quê?), ou irão as auxiliares passar a ter horário nocturno?
..........................

Está em preparação a nova "carta educativa" que consiste na construção de escolas maiores, para mais alunos - fala-se em uma escola por freguesia.
Ora o Saltapocinhos, que é a segunda pessoa no mundo com mais ideias geniais - depois de mim, como é evidente - teve a seguinte ideia que vai poupar uma pipa de massa ao governo:
E se em vez de construir novas escolas se aproveitassem os quartéis que estão por aí semi abandonados?
Lá teríamos tudo: boas instalações que a tropa - tal como os padres - sempre soube tratar muito bem de si, espaços para educação física sem serem recreios poeirentos, balneários... tudo!

E nem faltam as casernas que é para quando o os meninos começarem a dormir na escola!

Quando os alunos fazem greve!

Às vezes ouço pessoas dizerem que as crianças não sabem bem o que querem, ou que não entendem a autoridade, ou que não gostam que sobre elas se exerça autoridade, etc...

Eu sempre achei que as crianças sabem bem o que querem, que não são "cruéis" mas sim honestas nos seus julgamentos, que respeitam quem sobre eles exerce autoridade (com justiça, é claro).

Nunca até agora tinha tido uma resposta tão objectiva a estas questões, como tive este mês:

A professora que lhes vem dar as aulas de Música nos prolongamentos nunca conseguiu dominar a turma, nem pouco mais ou menos.
Os alunos fazem dela gato sapato, cá de fora ouve-se uma enorme barulheira na "sala de aula": vozes, berros, corridas (!!!), barulho de objectos a cair...
Ouve-se de tudo... menos música!

Ao princípio intervinha na aula só para os mandar calar.
Depois deixei de o fazer porque me parecia que a professora não gostava e, verdade seja dita, eu detestaria que mo fizessem.
Vai daí, deixei de o fazer.

Nos dias seguintes às aulas, tenho de ouvir o rosário de queixas dos alunos: o não sei quantos bateu no não sei quê, o outro destruiu a borracha da outra, a uma porque doía a cabeça com tanto barulho...

Além disso há material que desaparece porque foi atirado de uns para os outros, a caixa do papel de rascunho quase vazia porque as folhas que lá estavam foram transformadas em bolas e arremessadas...
... enfim!

Um dia destes o J. não tinha acabado um trabalho e eu pedi à professora se o deixava ficar na cantina comigo para o acabar.
Na aula seguinte houve uns poucos que pediram se podiam ficar "de castigo".

Primeiro foram os alunos sossegados que se queixavam que não valia a pena estar na aula, uma vez que dela nada aproveitavam.
Mas, logo depois, até os mal comportados começaram a desistir.

"e porquê?"
"porque não se pode estar na aula com tanto barulho!"
"mas não são vocês que fazem o barulho?"
(...)

Contaram-me que na segunda-feira havia 4 alunos da sala.
Hoje, não sei quantos terão ido...

Se eu tivesse uma varinha de condão...


... foi o desafio que hoje lhes propus.

«Se eu tivesse uma varinha de condão
Não era difícil
As crianças terem pão!

Se eu tivesse uma varinha de condão
O mundo estava melhor
Como uma canção!

Se eu tivesse uma varinha de condão
Queria ser cientista
Para não ter nenhuma aflição!

Se eu tivesse uma varinha de condão
Queria um jacuzi para não
Tomar banho no chão!

Se eu tivesse uma varinha de condão
Queria ser muito leve
Para voar como um balão!»

Rita

Uma ideia genial

Vou mandar fazer um estudo para que seja construído o novo aeroporto no meu quintal!

Porque:


É um lugar bonito e arejado...
Está relvado, já não precisa de outro pavimento...
A poucas dezenas de metros tem uma ligação à A1 e à A17...
Ao fundo do quintal passa a linha do Norte. Basta fazer um apeadeiro e o aeroporto fica ligado a (quase) todo o mundo, sem haver necessidade de tirar mais regalias aos ricos, tadinhos...

Se todos os lugares são possíveis, porque não o meu quintal??

Livros? Que é isso??

Os meus queridos "amigos" Bell e Luís desafiaram-me a falar dos últimos cinco livros que li.
Cinco? Estão a brincar, não estão?

Ou então querem-me fazer passar por uma grande vergonha ao ter de confessar publicamente que ultimamente tenho lido tão pouco, mas tão pouco que para responder a esta pergunta vou ter de ir fazer uma prospecção pelas minhas estantes!

Já lá vai o tempo eu que eu lia todos os dias, às vezes um livro por dia, ou quase!
Agora não tenho tempo e nem sei bem porquê!
Leio muito, mas não livros.
Leio blogues, (ai os blogues, a culpa é dos blogues!!) revistas, jornais... mas livros não.
Adoro ler na cama antes de dormir, mas isso era dantes.
Agora começo o trabalho logo de manhã, e quando à noite chego à caminha é logo para dormir!

Também não posso ler naquelas situações típicas como durante o percurso para o trabalho, porque vou a conduzir e posso distrair-me (da leitura, é claro!)
No consultório médico não leio porque não vou ao médico...
Na cabeleireira também não leio porque, além de lá ir raramente, tenho uma cabeleireira que nem aquelas tipas do jet 7 que pagam fortunas (ou ficam a dever?) têm: faço a marcação para o dia que quero e espero que ela me telefone "venha agora que não está ninguém"

Já voltei (entretanto passou meia hora)!
Na mesa de cabeceira, apesar dos pesares, tenho dois estacionados: (contam?)





Os que li, bom, deu uma trabalheira descobri-los, mas devem ter sido estes, mais coisa menos coisa:











Ufa!
Só depois de ter publicado é que me lembrei da parte melhor: passar a batata quente a outros.
E as nomeações vão paaaaaara:
A Rosarinho (esta deve ser pior que eu, só deve ler a Maria!)
A Pékala (para ficar a saber das novidades que ela lê muito!)
O Santos Passos (porque é um querido e nunca fica chateado!)
O Aflores (pelo mesmo motivo!)
A Gotinha (amor com amor se paga, capicce?)

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