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Fábulas

Fábulas

Chamem a polícia!

De há duas semanas para cá, o meu telefone tem-se fartado de tocar.
Não, não fiquei (ainda) famosa! :(

O parvo toca, nós vamos atender e ele desliga-se.
Assim, sem mais nem menos.

No visor, em vez do habitual número, aparecem uns tracinhos como quando alguém telefona de um número privado...
Ao pricípio pensámos que se tratava de uma brincadeira idiota, mas ninguém tem uma brincadeira tão estúpida por tanto tempo!

Com os dias a passar e o telefone a tocar, fomos aprendendo e deixámos de atender.
Mas é chato.
Chato porque sempre que o telefone toca, temos de ir ver quem é.
E ele toca várias vezes ao dia.

Hoje o Saltapocinhos resolveu telefonar para o apoio ao cliente da PT (é, nós pertencemos ao grupo dos tansos que ainda paga assinatura, acho que é uma questão de comodismo misturado com fidelidade).
Afinal a solução para o problema é super, hiper simples!!

Segundo disse a senhora que atendeu, primeiro temos de apresentar queixa na polícia, depois a polícia manda o caso para tribunal, que por sua vez manda a PT averiguar o que se passa!

Privilégios

Privilegiada é como me sinto todas as manhãs quando, enquanto tomo calmamente o meu pequeno almoço, vejo na televisão as enormes filas de trânsito de gente que vai para o trabalho.

Demorar horas a chegar ao emprego acho que é uma das situações que mais destrói a qualidade de vida que todas as pessoas deviam ter!
Não haverá volta a dar-lhe?

Jardinices

Um dia destes foram à minha escola dois funcionários da CMA para colocar um autocolante (um rectangulozinho com o número de inventário) num armário!!!!!!

Hoje foram três funcionários, numa grande camioneta, para limpar o recreio das ervas daninhas que cresceram durante o Verão.
E iam embora, deixando a parte "ajardinada" (um rectângulo com uns 10 metros quadrados, uma árvore, um arbusto e muita erva) por limpar porque era "jardim" e era da competência de outra equipa que viria noutro dia!!
Valeu a minha colega ter vindo cá fora na altura em que estavam para ir embora.
Atónita, questionou os "jardineiros" que lhe disseram que não, não era da competência deles a parte "ajardinada".
Ela então perguntou-lhes se eles não saberiam distinguir a árvore das ervas daninhas...
Lá conferenciaram os "técnicos" e pronto... acederam em arrancar o resto das ervas!!

Que sorte vivermos num país rico em que, para arrancar as ervas de um logradouro, são precisas duas equipas diferentes!
(ah, isto sem falar de um senhor que apareceu lá logo no princípio do ano lectivo para "fazer o estudo" do caso!!!)

V.

É o terceiro ano que a V. frequenta a escola, mas ainda nem as regras básicas de convivência ela domina.
Tira o material aos colegas e mete-o na sua mochila, está constantemente a fazer bolas de saliva, limpa o ranho às mangas da camisola, bate e cospe nos colegas...

Mas tem evoluído bastante: no início do ano passado, além dos comportamentos que ainda hoje mantém, fazia cocó no chão e depois espalhava-o pelas paredes e limpava as mãos à roupa...

Este post não vem a propósito de nada.
Estou cansada e apeteceu-me desabafar...
Gostava apenas que os senhores que passam a vida a ditar leis lá do ar condicionado dos seus belos gabinetes "de trabalho" descessem um dia ao mundo real!

A vara, do ponto de vista de Deus

"Um dos obstáculos à disciplina é o pensamento humanista.
A vara veio de Deus.
Foi ele quem ordenou que os pais batessem nos filhos como uma expressão do seu amor por eles."
(...)
"A correia, embora seja flexível, não é tão eficaz quanto a vara, e também pode machucar a criança."
(...)
"Deus forneceu aos pais o lugar ideal para ministrar as varadas - o traseiro da criança.
É um lugar que não oferece perigos, porque é bem recheado, mas mesmo assim bastante sensível."

Sinistro, não?
Agora até aposto que estão a pensar que este extraordinário texto foi retirado de algum documento do tempo da inquisição...
Mas infelizmente não!
Este texto incrível foi escrito por um autor brasileiro em 1983!! (não, não me enganei, o segundo dígito é mesmo um nove!)

Caso estejam interessados, podem ler mais pormenores aqui.

Passo-me

com os subsídio-dependentes...

Por volta das 9 da manhã a pastelaria perto da minha escola está cheia de gente a tomar o pequeno almoço.

Isso não teria muita importância se não se desse o caso de muita dessa gente ter os filhos na escola a receber subsidio para livros, material escolar e almoços na cantina...



Eu?

Eu tomo o pequeno almoço em casa e a essa hora vou trabalhar...

Alguém tem de lhes assegurar o subsídio, não é?

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