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Fábulas

Fábulas

Quem semeia, colhe!

Ontem fui surpreendida por um mail do Dinis (ex golfinho) que rezava assim:

«é o meu blog!
depois preciso de saber como se faz publicidade!!
beijinhos dinis»

E lá fui eu conhecer o blog do rapaz, agora a solo.
Fiquei pasmada com o que li!
Não é bem do que se está à espera da parte de um rapazinho de 10 anos!!
Prometi-lhe que sim, que iria fazer publicidade e cá estou a fazê-lo.
Logo que possam percam um minutinho e vão dar uma força ao rapaz que o esforço dele merece.
E é sempre bom incentivar os jovens a escrever!

Obrigada, em meu nome e em nome dele.

É aqui

A verdade verdadinha acerca da avaliação de professores

Esta história da avaliação de professores é mais complicada do que parece à primeira vista (e não só por culpa do famoso organigrama).

Os professores vão ser avaliadores uns dos outros, e aqui é que está o busilis da questão!
Senão vejamos:


Num agrupamento existe um grupo de trabalho composto maioritariamente por professores que, até aqui, tinham todos os mesmos direitos e os mesmos deveres.
De repente, e sem nenhum critério que garantisse competência (em muitos casos antes pelo contrário...) alguns desses professores foram "promovidos" a titulares.
De repente, deixaram de ser apenas colegas e passaram a ser avaliadores dos outros...
E é esta situação que os professores não engolem.
Ninguém se sentirá confortável ao ser avaliado por um colega a quem não reconhece nenhuma autoridade, nem nenhum valor acrescido!

É mentira, senhora ministra!

Na entrevista à Judite de Sousa, a ministra da educação disse, a propósito das queixas dos professores sobre avaliarem colegas de outras disciplinas, que isso não era verdade, pois podiam delegar...
O que é mentira!

Das duas uma: ou a senhora mentiu ou não sabe do que fala.
Seja qual for a resposta certa, é grave!!

A esse propósito, o Agostinho e escreveu assim no seu blog:

«Diz a Srª Ministra que é um falso problema, os professores avaliarem outros professores de grupos diferentes, porque podem delegar noutro colega do mesmo grupo.

Então Srª Ministra, como pode explicar que no Departamento a que pertenço, o Coordenador tem que avaliar 11 colegas pertencentes a 9 grupos diferentes?

Sendo o Coordenador de EVT, tem que avaliar Educação Visual e Tecnológica, Educação Musical, Educação Física do 2º Ciclo, Educação Visual, Educação Tecnológica, Educação Física e oficina de Artes do 3º Ciclo e ainda Educação Especial e CEF de Hotelaria.

Será que a Srª Ministra conhece as centenas e centenas de professores e escolas que se debatem com este problema?

Srª Ministra, como podem estes Coordenadores de Departamento avaliar os colegas com 2+3 observações anuais, definir os objectivos individuais com cada um deles, receber as suas propostas de autoavaliação, entrevistar um a um e por fim avaliar.

Estes coordenadores por sua vez, terão que prestar contas ao Presidente do Conselho Executivo e a um Inspector, passando pelas mesmas fases de avaliação de avaliado e ainda continuar a dar aulas normalmente.»

Vergonha e orgulho

(foto do site da RTP)

Tenho vergonha do governo deste país.
Tenho vergonha de dizer que ganharam o poder também com o meu voto...

Mas...
Tenho hoje um grande orgulho dos professores portugueses!
E tenho um grande orgulho em ser professora!
Adenda:
A ministra da educação apareceu a dizer que uma manifestação que reune 100 000 professores "não é relevante".
Se não for antes, tiraremos as teimas no próximo ano, no dia das eleições.
Aí se verá se era relevante ou não!!

O mundo ao contrário



- Dona Fernanda, então por aqui? Agora me lembro, ainda não lhe dei os parabéns pelo seu homem. Vi-o no concurso da televisão. Que honra! Muitos parabéns! Fiquei orgulhosa como se fosse meu!

- É verdade, dona Cátia. Estamos muito contentes. Foi muito bom, até para compensar a desgraça da minha irmã. Não sabe? Imagine que o marido dela é administrador de um banco.

- Não me diga! Que vergonha! Mas qual? Daquele criminoso, o BCP?

- Olhe nem sei bem. Mas aquilo é tudo a mesma gente. Coitada da minha irmã, anda muito ralada! Felizmente que o amante está muito bem. Era segurança num bar, mas agora conseguiu ficar dado como deficiente por causa de uma sova que levou e o subsídio é excelente.

- Ainda bem! Que sorte! Olhe, essa sorte não tenho eu. Ando muito preocupada com o meu sobrinho. Não, não é com o homossexual. Não, esse está óptimo. Foi ao estrangeiro casar com o amigo e agora até estão a pensar adoptar uma criança por lá. O que me preocupa é o outro, o Zé.
Tem um restaurante, imagine. Um restaurante de luxo.

- Ai, coitado! Em que se havia de meter! E tem tido muitas queixas?

- Pois. Calcule que nem sequer usava sabão líquido nas casas de banho e os exaustores são de baixa extracção. Estou com medo que mais cedo ou mais tarde acabe na cadeia, pobrezinho!

- Compreendo, compreendo. As ralações que temos! E então o que é que a traz por cá? Eu vou agora ali à direcção da escola queixar-me. Veja lá que a minha filha me disse que lá na escola não há máquinas de distribuição de preservativos na casa de banho das raparigas. Só na dos rapazes. Não é uma vergonha?

- Um escândalo. Depois se há problemas a culpa é dos pequenos! Eu também tenho de lá ir mas, infelizmente, é derivado ao comportamento do meu Ronaldinho.

- Não me diga que ainda é por causa da gravidez?

- Não, que ideia. Isso está tudo resolvido. Eles os dois trataram a questão com muito bom senso. Nem pareciam ter 13 anos! O aborto correu muito bem e o meu rapaz até já arranjou outra namorada bastante mais velha. Não, o que me preocupa é aquele grupo com que ele anda.

- Qual? A banda de rock satânico? Oh, minha amiga não se apoquente com isso. Nós lá em casa até dissemos ao nosso rapaz para criar uma. Antes isso que andar pelos ATL da paróquia com aqueles beatos a meter patranhas na cabeças dos miúdos. Na banda é muito mais seguro e saudável. Não só é artístico, como abre horizontes e um dia, quem sabe... Olhe, não me preocuparia nada com isso.

- Não, não é isso. Nós também estamos muito satisfeitos por ele andar com a banda. É um excelente meio de educação. Ao princípio ainda me chocavam um bocado as letras das canções, a falar de suicídio e sangue, mas agora até acho graça. Rapazes são rapazes, não é? Não, é muito pior. Ele também anda metido em coisas mesmo graves com aquele outro grupo clandestino. Já ouviu falar, não? Aquele grupo de fumadores que no outro dia até apareceu no jornal por um deles fumar dentro do metro.

- Que horror! O seu filho fuma? Mas isso faz imenso mal à saúde e polui o ambiente. Então ele não pensa no aquecimento global? Esta juventude está perdida!

- Eu sei, eu sei! Tentámos tudo para o afastar do vício, mas nada. O meu marido até quis ver se o interessava em blogs pornográficos, chats neonazis e outras coisas que fossem também um bocadinho subversivas e clandestinas mas não fizessem tanto mal. Mas nada! Ele não larga o cigarro! A culpa é do meu homem e eu já lhe disse. Imagine que quando o miúdo era pequeno lhe dava pistolas e outros brinquedos de violência. Claro que tinha de ter esta consequência, não era?

- Que horror! Imagino como anda apoquentada. E nos estudos, que tal anda ele? Os meus antigamente era um castigo. Davam muitos erros de ortografia mas isso agora, com este novo programa para o insucesso escolar, deixou de criar problemas porque já não conta. E, mesmo na Matemática, o que interessa é a criatividade dos miúdos.
Se os professores explicam mal que culpa têm os pequenos?

- Eu digo o mesmo. Se eles depois acabam todos no desemprego, ao menos gozem a juventude.


João César das Neves

Complicado?

(clicar para ver ainda melhor esta facilidade)
Alguém se deu ao trabalho de fazer este organigrama acerca da avaliação de professores.
Venho pois, aqui, dar a mão à palmatória e dizer que eu não tinha razão nenhuma.
A avaliação dos professores, tal como está, é para lá de simples e prática e quem não a entender é porque é curto de inteligência!

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