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Fábulas

Fábulas

"Qual pesadelo, qual quê"

Um responsável do SINDEP revelou ao DN, ilustrando o modelo de avaliação da ministra Lurdes Rodrigues, o caso concreto de uma professora com 9 turmas e 193 alunos que vai ter que introduzir manualmente no computador 17 377 registos e fazer 1456 fotocópias, além de participar em algo como 91 reuniões.

Contas feitas, a 1 minuto por registo, e visto que a professora é um Usain Bolt informático, e não dorme nem come, nem se coça, nem se assoa, inteiramente entregue à avaliação, são 290 horas, isto é, 12 dias (noites incluídas).

Já 1456 fotocópias a 1 minuto cada (tirar o papel do monte, pô-lo na bandeja da fotocopiadora topo de gama da escola, esperar que saia fotocopiado e colocá-lo noutro monte), levam-lhe mais um 1 dia (noite incluída).

E 91 reuniões, também de 1 minuto, mais 91 escassos minutos. Ao todo, a professora fará a coisa em pouco mais de 13 dias (noites incluídas).
Qual "pesadelo burocrático" qual quê!
No fim ainda lhe sobrarão, se alguém a conseguir trazer do cemitério ou do manicómio, 152 dias para dar aulas, aprovar os 193 alunos e contribuir para as estatísticas da ministra.

Manuel António Pina
JN de 13/11

Tarte de Ananás

Ingredientes:

5 ovos;
250 gr. de açúcar;
150 gr. de farinha;
1 lata de ananás em calda;
caramelo.

Preparação:

Separe as gemas das claras.
Bata as claras em castelo.
Entretanto, cubra o fundo duma forma redonda (sem buraco) com o caramelo (podem utilizar o de compra ou fazê-lo com 8 c. de sopa de açúcar, levando ao lume até ficar derretido e moreninho).
Bata as gemas com o açúcar até ficar cremoso.
Misture as claras batidas em castelo ao creme, envolvendo cuidadosamente.
Junte a farinha peneirada, envolvendo no creme.
Por cima do caramelo, coloque as rodelas de ananás (previamente escorridas) e, em seguida, verta a massa.
Leve ao forno pré-aquecido a 210º durante cerca de 35-40 minutos.
Sirva frio.

P.S. - juntei um pouco de calda do ananás ao creme, para melhorar o aroma.

Tarte de chocolate

Ingredientes:

meia embalagem de massa folhada
1 tablete de chocolate de culinária (200 g)
50 g de manteiga
1 ovo
6 gemas
1 colher de sopa de açúcar
1 pacote de natas

Preparação:

Derreter o chocolate no microondas. Juntar a manteiga, o ovo batido com as gemas, o açúcar e as natas.

Estender a massa e forrar com ela uma tarteira.
Picar com um garfo e levar ao forno durante 10 a 15 minutos (160º).
Retirar do forno, juntar a mistura de chocolate e levar novamente ao forno por mais 15 minutos.

Decorar com açúcar em pó.

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Por que não têm medo os professores

A senhora ministra continua, nos jornais de hoje, a dizer que não conhece nenhuma escola em que a avaliação esteja suspensa.
E de caminho, para o caso de poder haver alguma (mas não há, claro que não há), a ameaçar os professores.

Mas ameaçar com quê?

Congelamento das carreiras?
Este não assusta ninguém porque estamos "congelados" há anos e assim iremos continuar, uma vez que as carreiras foram encurtadas de 10 para 6 escalões.

Cadeia.?
Isso era muito dispendioso: as cadeias que existem não chegariam, era preciso construir mais. E tinham de ser de alta segurança para poderem albergar tão perigosos malfeitores...

Hoje fala-se (ou lê-se) que o castigo vai ser não aceder a professor titular.
Mas ó senhora ministra o "concurso" para titular foi no ano passado e agora de qualquer das maneiras, não vai haver vagas nos próximos anos!
(a não ser a falada progressão a titulares dos deputados-professores, mas esses não estão em perigo porque não são desobedientes!!)



O último e mais hilariante castigo é o de não dar o prémio de "melhor professor" aos desobedientes!!

Vou ali fartar-me de rir e volto já!

Imperdoável!

Que as pessoas comuns (e até os jornalistas) digam barbaridades acerca da avaliação de professores, até se compreende: aos primeiros desculpa-se a ignorância (eu também ignoro como e quando os outros trabalhadores são avaliados, só com a diferença de que não me pronuncio sobre isso em blogs e comentários de jornais), aos segundos desculpa-se o "lambe botismo" já que a vida custa a todos e também devem ter família para sustentar.

Imperdoável é que o primeiro-ministro - e numa altura em que o assunto "professores" é o mais discutido do país - não o saiba!
Imperdoável é o primeiro-ministro deste país mentir descaradamente ao afirmar que os professores nunca foram avaliados.

Imperdoável e inesquecível, como ele irá constatar nas próximas eleições - se não for antes!

Bolo de abóbora

Ingredientes:

500 g de abóbora (pesada crua)
350 g de farinha
200 g de açúcar
4 ovos
1,5 dl de óleo
2 colheres de sobremesa de fermento
2 colheres de café de canela
150 g de nozes

Preparação:
Batem-se os ovos inteiros com o açúcar e depois o óleo.
Junta-se a abóbora cozida e muito bem escorrida (ou cozida no vapor).
Depois junta-se a farinha - que já deve estar misturada com o fermento e a canela - peneirada.
Por fim incorporam-se as nozes em pedacinhos.

Vai ao forno a 170º durante cerca de 25 minutos.


Não é sobre o Magalhães, embora pareça!

Há dias eu desabafei aqui acerca das tarefas burocráticas que estão a impingir aos professores por causa do Magalhães.

Mas ainda não sabia da última, que recebi há bocadinho por mail (um mail de trabalho, não foi um dos que andam por aí sem dono!).

Reza assim uma parte das instruções:

"(...) depois introduzem o vosso número de contribuinte e o código pessoal que cada aluno tem."

Há por aí quem saiba alguma coisa sobre o assunto?
Alguém me sabe dizer o que faz o meu número de contribuinte numa compra sobre a qual eu não tenho rigorosamente nada a ver???

Os decretos incompletos...

Eu estou convencida, mesmo muito convencida de que este pessoal que escreve as leis o faz de maneira a que mais ninguém as entenda a não ser eles.
Depois há os advogados que ganham a vida a interpretá-las e dois advogados podem entender duas coisas completamente diferentes, dependendo do ponto de vista ou de quem lhes paga.

Penso que devia ser precisamente o oposto: as leis deviam estar escritas de maneira a que qualquer pessoa - desde que soubesse ler - as entendesse!

E pior ainda foi o que me aconteceu hoje: queria ler um decreto (o estatuto do aluno) e dou de caras com coisas do género:

Artigo 6.º
[...]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) Diligenciar para que o seu educando beneficie
efectivamente dos seus direitos (...)


Eu sei que para ficar a saber o que falta aqui basta ir procurar à lei anterior, de 2002.
Mas não é de fácil acesso para quem não tem por hábito coleccionar os Decretos-Lei.

Já agora custava muito a quem faz as leis, escrevê-las com todos os artigos, os alterados e os outros???
Custava??

"A ministra dos milagres!" por Manuel António Pina

«Os professores portugueses parecem ter ganho o gosto às avaliações, e 120 mil (há oito meses foram "apenas" 100 mil) avaliaram de novo a ministra e a "sua" avaliação.
Depois do milagre estatístico da Matemática, Lurdes Rodrigues conseguiu proeza ainda mais improvável, a da unanimidade dos professores.
Se isso não chega para a sua beatificação - que Sócrates tem em marcha - vou ali e venho já.
120 mil professores na rua (uns "míseros votos", como lhes chamou Sócrates) contra o naufrágio do sistema educativo e o pesadelo burocrático em que foi transformada a sua profissão, e gritando "deixem-nos ser professores" não é sinal de descontentamento, é algo mais profundo.

Ou deveria ser, para quem tivesse um mínimo de humildade democrática e não confundisse firmeza com auto-suficiência e poder com mando.

Se a passagem de Lurdes Rodrigues pelo ME constitui um "study case" de incapacidade técnica e autismo político, a reacção praticamente unânime dos professores em defesa da dignidade da profissão docente é um exemplo de cidadania activa cada vez mais raro no "país em diminutivo" em que nos tornámos.»

no JN de hoje.

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