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Fábulas

Fábulas

Racistas? É claro que sim!

Cada vez que há um problema em que os intervenientes são ciganos, vem logo à baila o termo "racismo".
Dei-me ao trabalho de ir ao dicionário ver o significado exacto da palavra (mostras de hostilidade face a um grupo social ou étnico, entre outros).
Sendo assim, creio que há racismo.
Só que é um racismo "ao contrário" do que aquilo que geralmente se quer fazer crer: a hostilidade, quando existe, parte dos ciganos para os outros cidadãos.
Não quero generalizar, mas se formos ver bem as coisas é assim mesmo que acontece.

Querem exemplos?

Ainda no outro dia um familiar me contou que estando nas urgências do hospital à espera de ser atendido, entrou um grupo de ciganos com uma criança ferida que foi atendida imediatamente... (havendo outras crianças também à espera!)
Isto é racismo!

Numa escola, estes meninos faltam indefinidamente, chumbam por faltas anos a fio, prolongado a sua escolaridade na primária até idades indecentes e nunca perdem direito a livros, material escolar e refeições de borla.
E mais: ao contrário de todos os outros que têm de pagar a sua refeição se não a cancelarem, a estes a Câmara paga sempre, porque a refeição vem sempre a contar com eles.
Isto é racismo!

Alguns adultos têm carros tão podres que é impossível aquilo alguma vez ter passado perto de um centro de inspecção...
Mais: como podem ter carta de condução se mal sabem assinar o seu nome?
E acreditam que alguma vez são mandados parar pela polícia??
Isto é racismo!

Alguns adultos andam na escola (para poderem receber o rendimento mínimo) há mais de 10 anos e a única coisa que aprenderam - e mal - foi a assinar o nome.
Mas continuam lá...
Isto é racismo!

Quando passam para o 5.º ano, as meninas deixam de ir à escola. A maior parte casa-se por volta dos 13, 14 anos.
E os pais não são condenados por isso.
Isto é racismo!

Realmente: estou farta de tanto racismo!!

Espero sinceramente que o que está transcrito aqui não tenha nada a ver com o post anterior...

... mas não tenho a certeza...
Uma coisa que eu não entendo é que, com o desenvolvimento da sociedade e a invenção de máquinas que cada vez mais e melhor nos ajudam em todas as tarefas, a vida das pessoas seja cada vez mais cheia de horas de trabalho e menos de horas de lazer, como tudo faria prever!
Ou antes: há demasiadas pessoas assoberbadas de trabalho e também demasiadas sem trabalho nenhum, o que não pode ser saudável nem normal.

Entretanto, temos "patrões" que falam assim:

"é preciso ganhar o direito a ter emprego. Não basta estudar, é preciso estudar, começar às sete ou oito da manhã e terminar quando o trabalho estiver feito".

"Para haver uma oferta de emprego satisfatória temos de ser os melhores trabalhadores do mundo ou perto disso", frisou, afirmando que, enquanto maior empregador nacional, o Grupo Sonae tem uma constante preocupação com a formação, que "em alguns casos nem implica nada de mais: para certos empregos basta saber ser simpático e sorrir, não é preciso nenhum curso universitário".

Belmiro de Azevedo
(nem sabem o que me repugna ter de escrever este nome!!)

E ainda a propósito deste senhor e de todos os que pensam como ele:
Qual é a necessidade de os hipermercados estarem abertos aos domingos e até tão tarde nos outros dias?
(eles fecham às 23, mas o pessoal só de lá sai 2 ou 3 horas depois) Mas tudo bem, desde que entrem e saiam a sorrir...
E ainda: estes pais e mães não têm direito como os outros a ter um lugar para deixar os filhos enquanto trabalham?
Então as escolas estarem abertas 12 horas por dia ainda não é suficiente...)

Tragédia em Aveiro

Hoje não se fala noutra coisa, a não ser no caso do bebé que morreu fechado dentro de um carro, esquecido pelo próprio pai.
Se não há maior dor no mundo que a dor de perder um filho, imaginem agora perdê-lo assim, por um estúpido esquecimento.
Nem são precisos juízes nem tribunais: este homem já foi condenado a pena perpétua.

O que me também me causa muita estranheza é o facto de ninguém se ter apercebido de que havia um bebé no carro, num local cheio de lojas, serviços, uma creche.
Como foi possível?

Sexo oral

(não é nenhum post escabroso, como alguns possam estar a pensar, mas este título vai servir para aumentar a clientela cá do sítio!)

Trata-se de uma notícia de hoje do Correio da Manhã, que é um local óptimo para se acharem novidades escaldantes quando não há nada para dizer.

Então foi assim:
Um indivíduo - português - que faz parte da tripulação de um navio de cruzeiro, foi acusado por uma senhora passageira de "ter feito tudo" para ficarem os dois sozinhos (mas jantaram juntos!!) e que, depois disso, a forçou a praticar sexo oral com ele.
A minha imaginação anda um bocado fraquita para conseguir imaginar uma mulher a ser forçada a fazer sexo oral a um homem (a não ser com uma arma apontada, mas parece que não foi o caso) ou então poderá dar-se o caso de ser desdentada, mas com um bocadinho de vontade de resistir, nem isso seria impedimento!

Mas o ainda mais escandaloso é o facto de o português se arriscar a ser condenado a prisão perpétua!
Estes americanos são mesmo loucos!

Quem quer ser bilionário?


Estava constipada, a luz do monitor fazia-me impressão nos olhos, por isso li este livro num fim-de-semana.
E gostei imenso!
Conta a história de um órfão indiano, pobre e sem instrução - Ram Mohammad Thomas - que consegue atingir o prémio máximo no "quem quer ser milionário" lá da Índia.
Como ele é pobre e sem estudos, é logo preso, pois acham que ele fez alguma espécie de batota.
E a história da vida dele é contada assim: justificando como sabia cada resposta que deu no concurso.

Um livro excelente!
Agora só me falta ir ver o filme!

Um conselho: façam sempre o bem sem olhar a quem!
(quando lerem o livro vão entender porquê!)

Ficha:
Título: Quem quer ser bilionário
Autor: Vikas Swarup
(edição do Círculo de Leitores, 2007)

Ontem tive uma reunião

na sede do meu agrupamento, depois das aulas.
Nestes dias costumo levar farnel, mas como ainda não estou boa da minha garganta, dirigi-me ao bar para beber qualquer coisa quente.
No meu agrupamento havia um bar de professores: era um local aprazível e calmo, embora não fosse só bar: era também a sala de professores. (E faço esta distinção porque há escolas que têm um bar que é apenas bar, com mesinhas e sofás...)

Mas, no outro ano lectivo decidiu-se, numa reunião do Conselho Pedagógico ao qual eu também pertencia que, devido à falta de funcionários, o bar de professores teria de fechar.
E os professores passaram então a frequentar o bar dos alunos.

Agora imaginem, os professores que, ao fim de uma aula de 90 minutos, deviam ter direito a 10 minutos de sossego esilêncio, terem de continuar a conviver com os jovens alunos.
Jovens e barulhentos: corridas, encontrões, gritinhos e risinhos histéricos das meninas, berros dos rapazes...
Já para não falar do ruído ensurdecedor dos matraquilhos que também existem naquele bar.
Eu não tenho nada contra este comportamento dos pré-adolescentes e adolescentes, antes pelo contrário: faz parte do seu processo de crescimento e, mais coisa menos coisa, já todos fomos assim!

O que chateia mesmo é que, neste país, seja tão fácil contratar secretários de estado e assessores e assesssores de assessores e consultores de tudo e mais alguma coisa e tão difícil colocar funcionários suficientes nas escolas!

De vez em quando lá aparecem nas notícias acontecimentos graves e violentos nos recreios das escolas e fica tudo muito escandalizado a perguntar "como é possível que ninguém tenha visto", blablabla...

Claro que é possível que ninguém veja nada, quando não há ninguém a ver!

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