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Fábulas

Fábulas

Às vezes refilo, refilo, mas até sou boazinha.

Para o provar, vou dar uma ajuda ao governo para resolver o déficit (seja lá isso o que for...)

Ontem, o sr. Ministro das Finanças, sobre o facto de não aumentar os salários da FP, disse que eles até podiam ganhar pouco, mas não eram despedidos.
Se o problema é esse, sr. Ministro da Finanças, pois eu digo-lhe que deve despedir, sim.
E para o ajudar ainda mais, até lhe digo por onde deve começar:

Comece pelos deputados: despeça 2/3 deles.
Reduzidos para 1/3 fazem as mesmas tarefas e poupa-se um dinheirão.

Depois passe às autarquias: despeça metade dos presidentes de Câmara.
Metade das Câmaras Municipais servem muito bem e ainda tem uma poupança-bónus: não há obras em duplicado!
(exemplo: as cidades de Aveiro e Ílhavo têm - ambas - centros culturais. Para quê? )

E já que estamos numa de autarquias, faça o mesmo às Juntas de Freguesia.
Porque raio há-de haver, no espaço de uma cidade pequena, para além da Câmara Municipal, ainda meia dúzia de juntas de freguesia?

E não se pode também despedir o pessoal do RSI?
Ai não?
Nem aqueles que o recebem desde o iniciozinho e nunca fizeram nada para deixarem de precisar dele?
(estou a ser um bocadinho injusta, já que eles têm feito... Têm feito filhos para receberem cada vez mais.)

Pronto: já fiz a minha boa acçaõ de hoje.

Os suspeitos do costume

O Orçamento está (ou estava, mudei de canal) a sair aos bochechos, mas pelo que se vai sabendo, a culpa do (mau) estado das finanças é todinha desses criminosos que dão pelo nome genérico de FP.

Que se pode fazer então?
A pena de morte foi abolida, na cadeia não caberia tanta gente...
Que problema!
Há uma solução, um pouco demorada mas eficaz a longo prazo: deixá-los morrer à fome, ou fazer-lhes a vida tão negra, tão negra, até que eles acabem por desistir e se dediquem, sei lá, talvez à cultura da batata...

Quadradinhos de abóbora


Ingredientes:

500 g de abóbora (pesada crua)
350 g de farinha
200 g de açúcar
4 ovos
1,5 dl de óleo
2 colheres de sobremesa de fermento
2 colheres de café de canela

Preparação:

Batem-se os ovos inteiros com o açúcar e depois o óleo.
Junta-se a abóbora cozida e muito bem escorrida (ou cozida no vapor).
Depois junta-se a farinha peneirada juntamente com o fermento e a canela.

Vai ao forno num tabuleiro untado de margarina durante cerca de 25 minutos, a 170º.
Depois de frio ou morno, desenforma-se e parte-se em quadradinhos.

Politicamente incorrecta é o que me apetece ser

... quando ouço coisas como, por exemplo, que os trabalhadores portugueses são dos mais mal pagos da Europa e os que mais horas trabalham.
(um trabalhador europeu ganha o dobro de um trabalhador português!)


... quando sei de pessoas que, apesar de trabalharem, não ganham o suficiente para viver com dignidade.


... quando conheço gente que recebe o RSI há mais de 10 anos, sem nenhuma contrapartida da sua parte, antes pelo contrário.
E esse dinheiro faz tanta falta à sua sobrevivência que uns vão tomar o pequeno almoço à pastelaria, outros compram um cão por 250 euros!!


... quando hoje ouvi queixas de traficantes de droga que estão detidas numa esquadra onde "não têm o mínimo de condições".
E os polícias que lá trabalham? Que condições têm?

Ufa!
Pronto, desabafei...

Pudim de amêndoa e coco




Ingredientes:


660 g de açúcar
150 g de coco ralado
150 g de amêndoa em pó
6 gemas + 4 ovos
1 casca de limão
2, 5 dl de água


Preparação:


Fazer o caramelo, com 160 g do açúcar e caramelizar uma forma.

Levar ao lume 500 de açúcar com a água e a casca de limão.
Deixar ao lume até ficar em ponto de pérola.
Adicionar depois o côco e a amêndoa. Envolver e retirar do lume.

Bater bem os ovos e as gemas e juntar-lhe o preparado anterior. Mexer bem.
Verter para a forma e levar ao forno a 180º, em banho-maria, durante 45 minutos.

(na panela de pressão deixar ficar 40 minutos).

Notas:

Não faço os pudins no forno, faço na panela de pressão que é mais rápido e mais económico.
Também neste pudim "roubei" no açúcar e pus apenas 400 g. Mesmo assim, fica uma "bomba" calórica!

Este pudim não tem aquela consistência mole de pudim, é muito compacto.
A foto é mesmo deste pudim, mas qualquer dia começo a usar a mesma foto para todos os pudins, porque eles são todos iguais, pelo menos na aparência. É que nem sequer posso variar na forma, porque esta que uso é a única que me cabe dentro da panela de pressão! :)

Ano Novo, vida (quase) nova

Há instantes deitei para a minha "caixa de papéis a reutilizar em algo mais útil" o que restava da documentação da avaliação de professores.
A pilha, aliás, nunca chegou bem a sair da pasta onde estava porque eu sempre achei que aquela aberrante ideia não poderia ir avante. Era má de mais para ser verdade.

Por isso, foi com muita alegria que deitei para o lixo (não deitei, porque respeito a Natureza) uma montanha de folhas com grelhas de preenchimento, pontuações, descrições, avaliações disto e daquilo, objectivos, metas, descritores, análises, grelhas, planos, evidências, actividades, princípios (des)orientadores, resultados, indicadores, orientações, competências...

Ufa!
Como diria o outro: deixem-me trabalhar!!

(ah, e ainda aproveito a pasta!)

Onomatopeias e outras coisas da mesma família

Ensinam-se na escola, e os garotos regra geral até são muito criativos a imaginar sons.
Às vezes eu não "vejo" aquele som naquele objecto ou situação, mas a culpa é com certeza minha...

A propósito das onomatopeias, lembrei-me do que leio/vejo por aí, pelos blogs e também pelos mails.
As pessoas querem evidenciar algumas partes das palavras para dar ênfase ao que escrevem, mas fazem-no da pior forma.

Se lessem o que escrevem - como lêem as crianças - jamais escreveriam "queridaaaaaa" ou "lindooooooooo" ou "muitooooo".

Mas, a cereja em cima do bolo, são os "beijinhossssssssss".
Coisa feia!

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