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Fábulas

Fábulas

Uma fotografia por domingo (143)

(Às vezes têm de ser duas...)



Foram estes frutinhos que fui comprar à Feira do Mirtilo no domingo passado. São muito bons e servem para fazer imensas coisas (os meus não serviram para nada, a não ser para comer assim mesmo, porque eram poucos).
Mas, para que não me faltem no futuro, trouxe também a árvore!
Cá está ela, devidamente protegida, e tentem adivinhar porquê!

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Madalenas


Ingredientes:

125 g de açúcar
125 g de farinha
1 colher de café de fermento
60 g de manteiga
2 ovos

Preparação:

Bater bem as gemas com o açúcar e a manteiga até formar uma massa esbranquiçada.
Junta-se depois a farinha peneirada com o fermento e continua-se a bater.

Por último, juntam-se as claras batidas em castelo.
Untam-se forminhas com manteiga e vão a cozer em forno médio (150º no meu forno) durante cerca de 12 minutos.

Notas:


Fiz as Madalenas em formas de silicone (nunca a tinha usado) e pegaram-se ligeiramente, mas não muito.
Penso que estes bolinhos devem ficar ainda melhores se forem aromatizados com raspa de laranja ou limão.

Mais dúvidas existenciais


(Imagem daqui)

Não consigo perceber como é que é possível que pessoas vivam mais de 20 anos numa casa... ilegal.
Mesmo que tivessem construído a casa à socapa, (coisa praticamente impossível) havia depois a altura em que tinham de pedir ligação da água, luz, licença de habitabilidade.
Além de que, nestes anos todos devem ter estado a pagar IMI...
E só agora as casas são ilegais?

Já passeei algumas vezes pela Serra da Arrábida e realmente fiquei chocada com alguns locais de uma zona que é Reserva Natural.
Mas não, não foi com nenhuma casa...
O que me chocou bastante foi aquela pedreira e também a cimenteira.
Isso sim, não tem nada a ver com um local daqueles!

E vão demolir a casa de um pastor, que vive lá e de lá tira o seu sustento?
Tenham dó!
E vergonha na cara!

Matilde Rosa Araújo



Não há professor neste país que não esteja em dívida para com esta senhora.
Que descanse em paz.

Biografia (daqui):

Matilde Rosa Araújo nasceu em Lisboa em 1921. Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letra da Universidade Clássica de Lisboa. Foi professora do Ensino Técnico Profissional em Lisboa e noutras cidades do País, assim como professora do primeiro Curso de Literatura para a Infância, que teve lugar na Escola do Magistério Primário de Lisboa.
Como professora do Ensino Técnico Profissional, efectivou na cidade do Porto. Autora de livros de contos e poesia para o mundo adulto e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças, tem-se dedicado, ao longo da sua vida, aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos. São de sua autoria alguns volumes sobre a importância da infância na criação literária para adultos e sobre a importância da Literatura Infanto-Juvenil na formação da criança e na educação do sentimento poético como raiz pedagógica de valia.
Recebeu os seguintes prémios no domínio de Literatura para a Infância: Grande Prémio de Literatura para Criança da Fundação Calouste Gulbenkian ex-aequo com Ricardo Alberty, em 1980;
Prémio atribuído pela primeira vez, para o melhor livro estrangeiro (novela O Palhaço Verde), pela associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, em 1991;
Prémio para o melhor livro para a Infância publicado no biénio 1994-1995, pelo livro de poemas Fadas Verdes, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1996.

Obras:
"O Livro da Tila"
"O Palhaço Verde"
"História de um Rapaz"
"O Cantar da Tila"
"O Reino das Sete Pontas"
"Os Quatro Irmãos"
"História de uma Flor"
"Os Direitos da Criança"
"O Gato Dourado"
"As Botas de Meu Pai"
"Camões, Poeta Mancebo e Pobre"
"Joana-Ana"
"A Escola do Rio Verde"
"O Cavaleiro Sem Espada"
"A Velha do Bosque"
"A Guitarra da Boneca"
"As Crianças, Todas as Crianças"
"A Infância Lembrada"
"A Estrada Fascinante"
"Mistérios"
"Rosalina Foi à Feira"
"O Chão e a Estrela"
"As Fadas Verdes"
"A Fonte do Real"
"Antologia Diferente – De que São Feitos os Sonhos"
"A menina do pinhal"
"Histórias e Canções em Quatro Estações – Primavera"
"O Passarinho de Maio"
"O Chão e a Estrela"
"A Estrada Fascinante"

Pudim frio de laranja



... ou quem vê caras não vê corações.
Não gostei deste pudim, mas já que ficou tão lindinho resolvi publicá-lo aqui.
Ingredientes:

1 pacote de gelatina de laranja (ou outro sabor a gosto)
50 g de farinha maizena (amido de milho)
250 g de açúcar
1 colher de sopa de gelatina em pó
2 laranjas
meio litro de leite
1 embalagem de natas frescas (250g)
3 claras

Preparação:

Dissolver a gelatina de fruta conforme indicações da embalagem, deitar numa forma e levar ao frigorífico.
Num tacho, misturar a farinha com o açúcar e a gelatina em pó, juntar o sumo e a raspa das laranjas e depois o leite.
Mexer bem. Levar ao lume até ferver, mexendo quase sempre. Retirar de imediato e passar para uma tigela fria.
Deixar arrefecer.

Entretanto, batem-se as claras em castelo e as natas em chantilly.
Quando a mistura do leite estiver fria, junta-se-lhe as claras e as natas, sem bater.
Deita-se esta mistura na forma onde já está a gelatina e leva-se ao congelador até prender.
Depois retira-se e coloca-se no frigorífico.

Notas:

Quando o tirei do congelador e pus no frigorífico, ele desmoronou-se, mas agora ao copiar a receita reparei que me esqueci de colocar a gelatina em pó...
De qualquer maneira, não gostei muito do sabor (ninguém gostou, fica o aviso, mas como gostos não se discutem)...

A receita é da Teleculinária (não sei de qual, zanguei-me com ela e nem sei onde a pus!)

O dinheiro compra tudo?

Pensava eu, na minha santa ingenuidade, que há coisas que o dinheiro não compra.
Afinal estava enganada: o dinheiro até pode comprar um filho, como nos prova Cristiano Ronaldo, que adquiriu um recentemente, como quem compra mais uma casa ou mais um carro de luxo (e, se calhar, ainda mais em conta).

Gostava de saber o que pensa uma "mãe" que assim vende o próprio filho, sabendo que ele vai ser criado a milhares de quilómetros de distância e que provavelmente jamais o voltará a ver...

Tal mãe, tal pai: gentinha pobre!

Uma fotografia por domingo (142)

Sever do Vouga, Feira do Mirtilo.

Estava um calor medonho, mas valeu a pena. Nunca tinha visto mirtilos sem ser "afogados" nos iogurtes de frutos silvestres e além disso os da feira eram bastante maiores.
Não me contentei em trazer apenas mirtilos, compota de mirtilos e 2 qualidades de bolachinhas com mirtilos, trouxe também o próprio do arbusto (?) dos mirtilos, vamos lá a ver se pega!

Não tenho motosserra, mas ajudo com chaves de fendas ou outra ferramenta qualquer

Desde sempre, ainda nem se tinham inventado as SCUT que eu sou visceralmente contra o pagamento de portagens.
Ando muito esporadicamente por auto-estradas e até me dói a alma no momento de pagar a portagem.
Se morasse na margem Sul e tivesse de vir diariamente para Lisboa, pagando a portagem da ponte, já tinha morrido de desgosto.

Pagar portagem é um conceito medieval, do tempo dos senhores feudais, não devia existir na actualidade em países democráticos e civilizados.
Quem tem carro já paga imensos impostos, desde o momento em que o compra e todas as vezes que atesta o depósito - por isso, basta!

Estou com o Raul Martins, que propôs deitar abaixo os pórticos da A25.
'Bora lá?

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