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Fábulas

Fábulas

Bolo de Abóbora com Especiarias

Ingredientes:

3 ovos;
2 cháv. de açúcar amarelo;
3 cháv. de farinha de trigo;
2 cháv. de abóbora (cozida e escorrida);
1/2 cháv. de óleo de girassol;
1 c. (de chá) de canela em pó;
1/2 c. (de chá) de noz-moscada em pó;
1 c. (de chá) de fermento em pó;
1/2 c. (de chá) de bicarbonato de sódio.

Preparação:

Numa taça e com a batedeira, misturar os ovos com o açúcar.
Juntar a abóbora e o óleo, alternadamente, continuando a bater.
Por fim, adicionar a farinha aos poucos, o fermento, o bicarbonato, a canela e a noz-moscada.
Bater tudo até incorporar.
Verter a massa para uma forma redonda de buraco, previamente untada e polvilhada.
Levar a cozer a forno pré-aquecido a 170ºC durante cerca de 40 minutos.
Deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.
Servir morno ou frio com uma bela chávena de chá :)

Nota: desta vez, uma receitinha da minha mãe :)

Creme de Maçã com Aveia e Canela


Ingredientes:
(para 5 doses)

6 maçãs rijas (descascadas e cortadas em gomos finos);
1 c. (de chá) de margarina light;
3 c. rasas (de sopa) de açúcar amarelo;
4 c. cheias (de sopa) de flocos de aveia;
1 pau de canela;
1 c. rasa (de sopa) de canela em pó;
1 c. (de chá) de essência de baunilha.

Preparação:

Levar ao lume um tachinho com a margarina, o açúcar, a essência de baunilha, a maçã, a aveia e a canela (em pau e em pó), envolvendo tudo com a colher de pau.
Deixar cozinhar cerca de 10 minutos (até que a maçã fique macia e mexendo de vez em quando).
Retirar do lume e triturar tudo até obter uma polpa (não se esqueça de remover o pau de canela antes de começar a triturar).
Dispor em taças individuais e levar ao frigorífico cerca de 30 minutos antes de servir.

Nota: receita adaptada daqui

Queques de Cenoura e Sementes

Ingredientes:
(para 12 unidades)

3 ovos;
1 iogurte cremoso natural (140 g de puré de maçã na receita original);
125 ml de leite magro;
1/3 cháv. de açúcar amarelo;
1 c. (de sopa) de margarina derretida;
1/2 cháv. de cenoura ralada (1/4 cháv. na receita original);
2 c. (de sopa) de sementes de girassol;
1 c. (de sopa) de sementes de sésamo;
1/2 c. (de chá) de cardamomo moído;
raspa de 1 laranja (1 c. de chá na receita original);
3/4 cháv. de farinha de trigo integral;
1 c. (de chá) de fermento em pó;
pepitas de chocolate semi-amargo (opcional);
açúcar em pó para polvilhar (opcional).

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de queques com forminhas de papel frisado e reservar.
Numa taça, misturar os ovos, o iogurte, o açúcar, o leite e a margarina derretida.
Juntar a cenoura ralada, as sementes de girassol e de sésamo e a raspa de laranja, misturando bem.
Adicionar a farinha misturada com o fermento à massa anterior, mexendo bem até obter uma massa homogénea.
Colocar uma colher de massa em cada forminha, salpicar com algumas pepitas de chocolate e cobrir com a restante massa.
Levar a cozer cerca de 15 minutos.
Deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.
Polvilhar com açúcar em pó a gosto se desejar.

Nota: receita adaptada daqui (como poderão ver no vídeo, os queques têm uma calda de laranja como cobertura, mas optei por não fazer).

Rapidinha de segunda

Um homem tinha quatro filhos.
 O Governo anunciou que as famílias que tivessem cinco filhos teriam 1500 € por mês, de ajuda para sustentar a família.

O homem disse à sua esposa imediatamente
 "Filha, eu devo admitir, ... Eu tenho um outro filho com a minha amante e eu vou trazê-lo". 
Ela olhou para ele chocada, mas ele não podia esperar e saiu correndo para ir buscar o filho.

Quando ele voltou, ficou surpreso ao ver apenas dois de seus filhos e perguntou à sua esposa: " Filha, onde estão os outros dois filhos?"
Ela respondeu: "Tu não foste a única pessoa que ouviu o anúncio......O pai deles veio buscá-los."

Bolinhos de chocolate e claras



Vais precisar de:

5 claras
130 g de açúcar
80 g de farinha
50 g de manteiga derretida
110 ml de leite
1 colher de sopa de cacau
1 colher de chá rasa de fermento em pó

E faz-se assim:

Amassa-se bem o açúcar com a manteiga.
Junta-se o cacau e mexe-se.
Juntar o fermento, o leite, a farinha e mexer bem.

Batem-se as claras em castelo e envolvem-se com a massa.
Divide-se a massa por forminhas de papel ou silicone, sem encher muito.

Vai ao forno a 180º, de 20 a 25 minutos.

Brownie de Maçã


Ingredientes:

2 ovos;
1 iogurte natural (125 ml);
1 copo de puré de maçã (125 ml);
1/3 cháv. de açúcar amarelo;
1 cháv. de farinha de trigo;
1 c. (de chá) de canela moída;
1 c. (de chá) de bicarbonato de sódio;
3 maçãs golden;
1 cháv. de nozes picadas grosseiramente;
açúcar mascavado claro q.b.

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar um tabuleiro rectangular, forrar com papel vegetal e untar de novo (não é necessário muita gordura).
Numa taça, bater os ovos; juntar o iogurte e o puré de maçã e bater mais um pouco.
Incorporar o açúcar e a canela e bater até ficar homogéneo.
Adicionar a farinha e o bicarbonato de sódio, misturando bem.
Por fim, acrescentar a maçã (descascada e cortada em cubos) e as nozes, mexendo tudo muito bem.
Colocar a massa no tabuleiro, alisando a superfície e polvilhar com o açúcar mascavado a gosto.
Levar a cozer cerca de 35 minutos.
Depois de cozido, deixar arrefecer alguns minutos; cortar o bolo em quadrados e dispor em forminhas de papel frisado, se desejar.
Servir morno com uma bola de gelado de nata ou iogurte grego ou frio com uma chávena de chá.

Nota: receita adaptada daqui

Declaração de amor...

 A escritora Teolinda Gersão ajudou o neto a fazer uma redação...
E o resultado é espetacular! É um bocadinho longo, mas muito agradável de ler.

Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa

Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a
gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. 
A professora? 
Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto:  No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito. “O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? 
Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.

No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo,
lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum,o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). 
E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. 
Estão a ver? 
E isto é só o princípio. 
Se eu disser: Algumas árvores secaram,”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.

No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.

No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?

A professora também anda aflita. 

Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. 
É uma chatice. 

Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português,que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12.º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo,o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e
deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)

Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa.
Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua.
Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens,ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear.
Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.

E pronto, que se lixe, acabei a redacção – agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos.
Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.

E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? 

Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.

João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática).

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