Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Fábulas

Fábulas

Descobri!

Acabei de descobrir a causa do nosso marasmo: não há adultos!
É verdade: os adultos, que devem ser a faixa etária que faz um país evoluir, pois são os que têm responsabilidades, são os que trabalham, estão em falta em Portugal.

Senão vejamos:
Até aos 16 são crianças. Entre os 17 e os 35 são jovens, a partir dos 45 ou 50 (na melhor das hipóteses!) passam a idosos...

Onde páram os adultos?

E se os exterminassem?

É que já ando farta dos problemas que essa gente, tão perigosa, anda a fazer à humanidade!
Estou a falar dos fumadores, essa escumalha!

Ou donde pensam vocês que vêm todos os cancros? Não me digam que estão como o Chavez, e acham que são os americanos... Claro que não, são os fumadores!

Se pensam que são provocados pelos diversos tipos de poluição, por excessos alimentares, por alimentos altamente manipulados... desenganem-se: os culpados são os fumadores, essa raça maldita!

Estão à espera de quê para ilegalizarem o uso do tabaco e meterem todos os fumadores na cadeira?

Cristiano Ronaldo

aparece na televisão a perguntar se nós adivinhamos em que é que ele pensa quando vai para marcar um golo.

Eu, apesar de não ligar nenhuma ao futebol, acho que sei a resposta.
Ele tem dois pensamentos diferentes: se está a jogar no Real Madrid, pensa no dinheiro que está a ganhar,
e... marca golo.
Se joga pela seleção, não pensa em nada... e não marca.

Não se deve matar o mensageiro,

mas às vezes até apetece.
Eu tenho uma teoria que, aposto, ia mudar a situação em Portugal (se não a económica, pelo menos a anímica melhorava), que era que os jornais se calassem durante 1 ano.

Os jornalistas (ou pelo menos a maioria) parece que se congratulam quando as notícias são más, numa espécie de "quanto pior, melhor".
Hoje o resgate de Portugal já ia nos 100 mil milhões, depois de ter estado noticiado muito tempo que seriam 80 mil.
Afinal, são "só" 78!
E, pareceu-me que, tanto o Rodrigo Guedes de Carvalho como o comentador convidado - que não sei como se chama - estavam tristíssimos com a (boa)notícia.

Piores que os jornalistas, só alguns comentadores de serviço, como o Ricardo Costa ou o Miguel Sousa Tavares...

Quantas vezes têm ultimamente lido ou ouvido uma boa notícia?
Não há, ou não saem porque não vendem?

E calo-me por aqui, não vou falar ainda do mau português, escrito e falado (todos dizem "de encontro" quando queriam dizer "ao encontro") e das notícias mal dadas ou mal explicadas.

Nem de propósito, acabei de receber este mail, que passo a transcrever:

Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).
Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas.
Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins.
Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.
Eu conheço um país que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).
Eu conheço um país que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo, que também está a constuir o maior plano de barragens(dez)a nível europeu(EDP).
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis(PT), que é líder mundial em software de identificação (NDrive), que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da Nasa (Critical)e que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra).
Eu conheço um país que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano.
E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.
Eu conheço um país que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e que revolucionou o conceito do papel higiénico (Renova).
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas (Via Verde).
Eu conheço um país que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).
Eu conheço um país que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim, que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos, que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto, que tem uma das melhores selecções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).
Eu conheço um país que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).

Este país é Portugal.

Nomes feios!

Gosto muito do Brasil - nunca lá fui, mas conheço-o muito bem à conta de todas as novelas que vi e dos livros de Jorge Amado que li.
Há só uma coisa com que embirro naquele país: os nomes inenarráveis que aquela gente põe aos filhos (daiana, maicol jaquesson, leidi daiana... enfim, uma barbaridade).

Achava eu que por cá estávamos livres destas aberrações, até que aparece um casal de cromos que resolveu chamar à filha "Lyonce Viiktórya", assim mesmo, sem tirar nem pôr.

Que haja gente doida, ninguém tem nada com isso, mas que as conservatórias aceitem registar esse nome é que não se pode aceitar.
Mas que raio de país é este?
O rapaz é estrangeiro? E daí? O nome da criança existe em que país?

Anda tudo doido, é o que é!

Mais preocupações!

As minhas preocupações de ano novo ainda não acabaram: agora é com a TV Guia...
Compro esta revista há milhentos anos, desde o tempo em que ela era realmente interessante: havia 2 ou 3 canais de televisão e nesta revista vinham todos os programas indicados, sempre com as horas certas, e ainda muita informação acerca dos filmes que passavam na tv.
(esta informação para mim é muito importante porque só vejo filmes na TV, passados anos de terem saído no cinema, altura em que a informação é a rodos...)

Desde há um montão de tempo a esta parte que todas as capas da revista (e uma parte considerável das suas páginas) são dedicadas àquele programa inenarrável da família do igualmente asqueroso big brother. Ora, como o programa ia acabar no último dia do ano (eu conseguia andar bem informada só a ler a capa!), estava com medo que a revista se finasse também, e lá ia eu ficar sem a minha dose semanal de fofocas (eu só vou à cabeleireira de 3 em 3 meses...)

Mas hoje respirei de alívio: pelo menos esta semana a revista ainda existe.
Claro que a capa continua a ser dedicada aos anormais concorrentes do costume, mas isso já nem me incomoda.

O dinheiro compra tudo?

Pensava eu, na minha santa ingenuidade, que há coisas que o dinheiro não compra.
Afinal estava enganada: o dinheiro até pode comprar um filho, como nos prova Cristiano Ronaldo, que adquiriu um recentemente, como quem compra mais uma casa ou mais um carro de luxo (e, se calhar, ainda mais em conta).

Gostava de saber o que pensa uma "mãe" que assim vende o próprio filho, sabendo que ele vai ser criado a milhares de quilómetros de distância e que provavelmente jamais o voltará a ver...

Tal mãe, tal pai: gentinha pobre!

Solidariedade, sempre!

Solidária com a atitude de Inês de Medeiros, ao abdicar das viagens pagas, também eu abdico.
A partir de hoje, podem deixar de me pagar as viagens que faço para o meu local de trabalho...

Se todos os portugueses fossem solidários, como a Inês de Medeiros ou como eu, de certeza que isto andava para a frente!

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2007
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2006
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2005
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2004
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub