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Fábulas

Fábulas

No Dia do Trabalhador, O direito ao trabalho

Ultimamente há uma frase que eu já não posso ouvir, que é "tens sorte por teres trabalho"!
Normalmente ouço-a quando me queixo.
Não podemos dizer "mal" do nosso trabalho, das condições em que trabalhamos, dos sapos que temos de engolir, que invariavelmente ouvimos (mesmo de colegas de profissão!) "tens sorte por teres trabalho".

Como se isso justificasse tudo!
Quer dizer, tenho de aceitar todas as tropelias aos meus direitos (pois, deixou de haver direitos, agora só há regalias), só porque "tenho a sorte" de ter trabalho.
Qual euromilhões, qual quê! Agora sorte é... ter trabalho!

Irra!

Já agora: nascer rico, muito rico, e não ter de trabalhar, é o quê?
Azar?

Por culpa de alguém

que aposto nem será (devidamente) castigado por isso, morreram hoje dois inocentes: um bebé de 20 meses e um cão, não sei com que idade.

Não vou falar do bebé, porque para isso não há palavras, mas vou falar do cão:

Como é possível que alguém, num apartamento, tenha dois cães daquele tamanho?
Se não é proibido, devia ser, e as pessoas que o fizessem deviam ser severamente punidas.

De preferência, antes de morrerem crianças.
E cães.

Dia do trabalhador?


EU NÃO VOU FAZER
(apesar de ter a tarde livre e ter ali uma lista jeitosa de compras que tenho de fazer ainda esta semana)


Numa campanha verdadeiramente vergonhosa, a cadeia de supermercados Pingo Doce oferece hoje 50% de desconto. Mas atenção: só a quem fizer mais de 100€ de compras!

Pelo Facebook fica-se a saber que as lojas Pingo Doce estão concorridíssimas, com gente a atropelar-se para chegar às prateleiras, com bichas de horas nas caixas, com produtos esgotados, com intervenção da Polícia, enfim... a loucura total.


Compreendo a ansiedade das pessoas por esses descontos, mas pergunto:
  • as pessoas realmente necessitadas vão às compras ao Pingo Doce, gastar pelo menos 50€?
  • no meio da confusão que por lá há, quantas pessoas vão trazer "lixo" para casa?
  • não era excelente conseguirmos mesmo boicotar esses hiper's que não respeitam os seus trabalhadores? Ou haverá quem acredite que eles nos dão alguma coisa?


Crónica de D. Fernando, Fernão Lopes

Dedico este belo texto ( e de facílima compreensão) a todos os que são contra o acordo ortográfico, mas principalmente ao senhor Secretário de Estado da Cultura e também a Vasco Graça Moura e a Miguel Sousa Tavares.Se todos fôssemos patriotas como eles, e não uns vendidos aos brasileiros e a outros que tais, seria assim que escreveríamos...  

Como elRei Dom Fernamdo reçebeo de praça Dona Lionor por molher, e foi chamada Rainha de Portugal. 

Andou elRei per seu reino folgamdo, tragemdo comsigo Dona Lionor ataa que chegou antre Doiro e Minho a huum moesteiro que chamam Leça, que he da hordem do espital, e alli determinou elRei de a receber de praça; e em huum dia pera isto assiinado, foi a todos preposto por sua parte dizemdo em esta guisa. «Amigos, bem sabees como a hordem do casamento he huum dos nobres sacramentos, que Deos em este mundo hordenou, pera nom soomente os Reis, mas aimda os outros homeens, viverem em estado de salvaçom, e os Reis averem per lidema linhagem quem depos elles soçeda o reiino, e regimento real que lhe Deos deu; porende elRei nosso senhor querendo viver em este estado, segumdo a el perteeçe, e comsiiramdo como a mui nobre Dona Lionor, filha de Dom Martim Affonsso Tello, e de Dona Aldomça de Vascomçellos, deçemde da linhagem dos Reis, des i como todollos gramdes e moores fidallgos destes reinos tem com ella gramde divedo de paremtesco, os quaaes reçebendo delRei homrra, como he aguisado sejam por ello mais theu dos de o ajudar a defemder a terra; e oolhamdo outro si como a dita Dona Lionor he molher mui comvinhavel pera elle, por as razoões sobre ditas: tem trautado com ella seu casamento, e poremde a quer reçeber de praça per pallavras de presemte, como manda a samta egreja; e lhe emtemde de dar taaes villas e logares de seu senhorio, por que ella possa manteer homrroso estado de Rainha, como lhe perteemçe». Emtom a reçebeo elRei peramte todos, e foi notificado pello reino como era sua molher, de que os gramdes e pequenos ouverom mui gram pesar. E deu-lhe elRei logo Villa viçosa, e Avramtes, e Almadaã, e Simtra, e Torres vedras, e Alamquer, e Aatouguia, e Oobidos, e Aaveiro, e os regueemgos de Sacavem, e Freellas, e Unhos, e terra de Merlles em riba de Douro; e dalli em deamte foi chamada Rainha de Portugal, e beijaromlhe a maão per mandado delRei quamtos grandes no reino avia, assi homeens como molheres; reçebemdoa por senhora todallas villas e çidades de seu senhorio, afora. o Iffante Dom Denis, posto que meor fosse que o Iffamte Dom Joham, que numca lha quis beijar; por a qual razom elRei Dom Femando lhe quisera dar com huuma daga, se nom fora Gil Vaasquez de Resende seu ayo, e Airas Gomez da Silva ayo delRei Dom Femamdo, que desviarom elRei de o fazer; dizemdo elRei sanhudamente contra elle: «Que nom avia ver gomça nenhuuma, beijarem a maão aa Rainha sua molher o Iffamte Dom Joham, que era moor que elle, e isso meesmo seu irmaão, e todollos outros fidallgos do reino, e el soomente dizer que lha nom beijaria, mas que lha beijasse ella a elle». E desta guisa andava o Iffamte Dom Denis assi como omeziado da corte, e o Iffamte Dom Joham ficou com elRei e com a Rainha muito amado e bem quisto; por que seemdo o mayor no reino, se ofereçera de boom grado de beijar a maão aa Rainha, e fora aazo e caminho a outros muitos de gramde estado: porem todol los do reino de qual quer comdiçom que fossem, eram disto mui mal contentes. 

Não era giro?
(até parece que estou a ouvir o pessoal de Aveiro, daquele tempo, a vociferar contra a queda de um "a" do seu nome...
E ao Afonso? A esse caíram um "f" e um "s". Que descalabro!)

Este senhor:



é um exemplo para todos nós, tamanha é a sua solidariedade para com um país em dificuldades.
O país não o merece? Então emigre!

Queixou-se de que estava sobrecarregado de impostos, mas tem lucro de milhões, e se esse lucro baixar umas dezenas ou centenas de milhar, de certeza lhe fará menos falta do que a muitos portugueses que trabalham - mais do que ele - e que estão infinitamente mais sobrecarregados de impostos.






Taxas moderadoras

Pode haver por aí quem me queira "bater", mas eu sou a favor das taxas moderadoras.
Todos os serviços devem ser pagos... acho eu.
(e desde que salvaguardem quem não pode mesmo pagar)

Depois, se a pessoa ficar internada 1 dia, ou 1 mês, ou 1 ano, é que não deve ter mais nada a pagar. A partir daí, a saúde deve ser gratuita e um direito de todos, ricos ou pobres (num mundo ideal, os ricos devem ter descontado muito mais que os pobres, a diferenciação de pagamentos deve ter sido feita aí).

Roubalheira descarada

Há muito por onde escolher, mas a maior roubalheira que atribuo a este governo são as portagens nas "scut", principalmente as da via do Infante e a do IP5.
No Algarve, a via do infante não é uma auto-estrada, é apenas uma estrada com um muro no meio.
A alternativa é uma estrada nacional congestionadíssima, onde é uma aventura conduzir e chegar ao fim da viagem são e salvo.

Já o IP5 (chamo-lhe assim porque foi mesmo construída como um IP e não uma auto-estrada), dado o elevado número de acidentes que nela se registavam (no tempo em que isso era levado em consideração), resolveram transformá-lo numa auto-estrada. Construíram a auto-estrada por cima da anterior, eliminando assim a única alternativa que havia.

Como se tudo isto não bastasse, as portagens são escandalosamente caras (ouvi dizer que eram até as mais caras da europa).
Tão caras que deverão levar à falencia muitas pequenas empresas e empobrecer ainda mais o país.

Com tantas medidas destas, não vamos morrer da doença, porque morreremos antes da cura.

Adenda ao post anterior...

Acerca do vídeo da Sábado, li os comentários e já li também numa página do facebook as explicações de um dos visados na reportagem.
Acontece que esse rapaz até foi um dos que não merecia figurar em tal lista, pois não saber quem pintou o teto da Capela Sistina (e ele até sabia!), não tem importância nenhuma...
Conta ele também que fizeram 10 perguntas a cada pessoa e só publicitaram as respostas erradas. Isso também não me admira nada, pois o pessoal daquela revista é bem sacaninha - basta ler alguns editoriais assinados "o diretor" para vermos que adoram fugir para a rasquice.

Mas...
Não se admite não saberem respostas a perguntas básicas ("Os Maias" estudam-se no liceu, acho eu!).
E o que mais me chocou foi dizerem "não é comigo" cada vez que não sabiam responder.

Houve um comentário (do Reis) sobre a culpa do ensino e é verdade: disciplinas estanques, em que nada tem a ver com nada não é um bom caminho. Mas parece que a "especialização" veio para ficar. As pessoas sabem imenso de um assunto, mas depois não sabem mais nada de nada!

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