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Fábulas

Fábulas

As palavras

 da ministra da justiça, acerca dos guardas prisionais (ao que ela diz trabalham pouco - dormem nas horas que lhes são pagas como extraordinárias) trouxeram-me à memória a "falecida" ministra da educação, essa sim , de péssima memória.
Também ela fez o que nenhum ministro jamais devia fazer: dizer mal do "seu pessoal" na praça pública.

Tal como no caso da ministra da educação, não acredito que esta tenha razão. Ser guarda prisional deve ser uma profissão horrível e devia por isso ser muito bem paga (o que não acredito que seja...).
E todos sabemos que, se os guardas prisionais fossem em número suficiente, não haveria necessidade de recorrer a horas extraordinárias, estivessem eles acordados ou a dormir...

O estranho caso...

do dinheiro que não vale o mesmo, dependendo de quem o tem.

Segundo o nosso primeiro ministro, os cortes nos subsídios, apenas na função pública, devem-se ao facto de estes ganharem mais que os outros trabalhadores.

Vão ficar sem subsídios (de natal e de férias), todos os FP que ganhem mais que a colossal fortuna de 1000 euros.

Eu só queria que o senhor primeiro ministro me explicasse como é que eu - ganhando mais de 1000 euros - ganho mais que o meu vizinho, que, apesar de não ser FP, também ganha mais que 1000 euros...
(até ganha mais que eu, mas simplifico assim para não baralhar o senhor ministro)

FP, essa malandragem que até goza férias!

A notícia é retumbante: Segurança Social de Vagos fechada, porque os funcionários (ora digam lá se não pensam logo numa multidão deles) estão de férias.

Depois, vai-se ler melhor a notícia num jornal local e afinal, como só lá trabalham duas pessoas, das quais uma já estava de férias, quando a outra adoeceu o estaminé teve de fechar...

Neste caso as pessoas têm Ílhavo mesmo ali ao lado, onde podem tratar de assuntos que sejam mesmo inadiáveis, mas estas notícias saem bem, afinal continuamos a querer arranjar bodes expiatórios para a crise do país e os FP são sempre os que estão mais à mão!

(sem deixar de referir que a segurança social deve ser dos serviços que pior funcionam e que devia levar uma varridela de cima a baixo...)

Ser famoso,

é o que está a dar...
É ver os papás levarem os filhotes aos mais variados castings, não importa de quê, basta a esperança de virem a ver os seus rebentos ficarem famosos e aparecer na televisão.

Uma fama mais democrática e mais acessível, consegue-se no youtube ou no facebook.
Ainda na semana passada li a notícia de um jovem que morreu ao tirar uma foto radical para publicar no seu facebook (a parte boa é que o mundo ficou com menos um cromo).

As criaturas que participam no vídeo da sova à miúda de 13 anos, devem estar bem felizes: o filme passa montes de vezes por dia nas televisões, é tema de programas especiais e debates com psicólogos, psiquiatras, jornalistas, sociólogos...

Objetivo alcançado!

Os cães ladram, ladram...

Ontem fui ao Jumbo às compras e, qual não foi o meu espanto, quando vi um cartaz a dizer que o hiper se encontraria aberto no domingo de Páscoa.
Quem é católico e gosta de celebrar a Páscoa, se trabalhar num hiper, não tem esse direito!
(e viva a liberdade religiosa...)

É por isso que eu me indigno quando estes senhores (Belmiro de Azevedo, Soares dos Santos...) são entrevistados em horário nobre das televisões e se armam em salvadores da pátria...
Por eles, trabalharíamos todos, todos os dias, sem feriados nem fins de semana, e ganharíamos o salário mínimo. Assim, sim, o país bolso deles evoluiria!

Ainda sobre a tolerância de ponto:
De manhã vi o final de um programa, creio que na RTPN, em que as pessoas telefonavam a dizer de sua justiça sobre se concordavam ou não com o meio-dia de férias.
Mas eu achei piada foi ao jornalista, que a certa altura disse que havia câmaras municipais em que os funcionários não tiveram tolerância de ponto, que tinha tentado falar com o presidente de uma dessas câmaras (acho que era o de Penela), mas que não o conseguiu fazer já que o dito cujo presidente... estava de férias!

Gostava que me explicassem,

como se eu fosse muito burra, como é que os feriados ou tolerâncias de ponto dos funcionários públicos dão prejuízo ao país.
A mim parece-me exatamente o contrário: com escolas e repartições fechadas não se gasta energia, telefones, papel, água...
O trabalho, esse, não fica por fazer: quando a atividade recomeçar o trabalho há-de lá estar, sossegadinho, à espera de ser feito.

Por outro lado, umas mini-férias ajudam o país:
as pessoas saem de casa, pernoitam em hotéis e pensões, almoçam e jantam em restaurantes, compram artesanato...

Sinceramente, não vejo onde esteja o prejuízo dos 30 e não sei quantos milhões por dia!

Maria Cavaco Silva

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Lembrei-me dela por causa do livro que Alberta Marques Fernandes escreveu sobre as mulheres dos presidentes da república.

E gosto desta mulher, pronto...
Os intelectuais costumam gozá-la,(porque não nasceu em Lisboa, porque não tem um nome sonante, nem é oriunda de uma "família-bem"?) mas eu acho-a uma mulher interessante e inteligente.
Não me importava nada de, quando chegar à idade dela, ter aquela figura, aquela agilidade mental e aquele sentido de humor.
Se fosse ela a Presidente da República, em vez do marido, talvez as coisas estivessem diferentes.

Tragédia só para alguns

Houve um senhor dirigente de um clube de futebol que teve o carro apedrejado na auto-estrada e apareceu na capa de um jornal "Tragédia na auto-estrada", como se o homem tivesse morrido...

Num jornal deste domingo vem a notícia de 2 apedrejamentos na auto-estrada e, como com certeza não se tratava de dirigentes futebolísticos, não tiveram direito a chamada de capa, nem a tragédia, apenas a uma notícia muito pequenina perdida lá no meio do jornal.

Cada país tem as tragédias que merece!

O discurso do Presidente

Gostei muito de ouvir o discurso de tomada de posse de Cavaco Silva.
Aquilo sim, é que é falar! Pôr o dedo na ferida, dizer as verdades, ter perfeita consciência dos problemas do país... assim sim.

Até fiquei com uma certeza: se este senhor tivesse sido eleito Presidente da República há mais tempo, não estaríamos nesta crise!

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