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Fábulas

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Reformas, reformados, aposentações e ordenados...

Imaginem a situação: depois de uma vida a trabalhar, uma pessoa reforma-se (ou aposenta-se, que é uma palavra mais bonita).
Ninguém reclama nem ninguém põe em dúvida que essa pessoa tenha direito à sua reforma.
Depois três coisas podem acontecer (podem acontecer muitas mais, mas para não complicar esta prosa, fico-me pelas três):
1. ou essa pessoa arranja um grupo de amigos na mesma situação e vai para um banco de jardim jogar à sueca e nos intervalos toma umas pingas na tasca da esquina;
(isto se for pobre! Se for rico, vai para um clube, joga bridge - é o único nome de jogo chique que eu sei - e bebe uísque)
2. ou dedica-se finalmente a tempo inteiro a uma actividade qualquer que adora e que enquanto trabalhou foi apenas um hobbie;
3. ou... sente-se cheio de forças e vontade de trabalhar e arranja outro emprego.

Quando uma pessoa tem um emprego tem direito a receber o seu ordenado que deve ser igual ao das outras pessoas que fazem o mesmo trabalho, certo? Acho que aqui também não haverá discordâncias...

Então por que carga d'água quer o governo "cortar" a estas pessoas uma parte do ordenado ou uma parte da reforma?
Isto para mim é um atentado a dois direitos fundamentais: o direito à reforma e o direito a um ordenado...
Eu sei - todos sabemos - o que despoletou esta situação.
Porque não tem então o governo a coragem de ir ver, um a um, quem está a receber reformas principescas ao fim de meia dúzia de anos de trabalho?
E retirá-las!
E já agora aproveitavam a boleia e viam também quem recebe "indemnizações" por ser despedido de cargos políticos, e quem tem "caídos do céu" empregos de luxo só porque já foi ministro... mesmo sem habilitações e com passados obscuros.
Isso sim, seria um trabalho bem feito!
Mas tem dois senãos: dá trabalho e iria pôr em risco o futuro dos actuais políticos quando o tacho deles se acabar...

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